domingo, 19 de junho de 2016



Peterson Martins



Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Adriana Vieira de Sena
Afonso Henrique Fávero
Alynne Ketllyn da Silva Morais
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro Saraiva
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto







Peterson Martins Alves Araújo [18-06-2016]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:
P.121: [PDF + p.437] “Em segundo lugar, a intensidade dos folhetins traduzidos diminui” [...]
Até a p.123: [PDF + p.439] “[...]moderna literatura, a fórmula mais estimada pelo público da atualidade?”


Ainda dentro de Os primeiros sinais do romance no contexto brasileiro, se por um lado temos, de 1830 a 1854, um grande número de romances estrangeiros traduzidos e veiculados, principalmente, em folhetins, por outro, temos, depois desse período, um certo número de escritores brasileiros que respondem melhor à demanda do público leitor e à afeição deste pela estética romântica. A imprensa, por sua vez, começa a preferir os folhetins nacionais (idem romances) em detrimento dos traduzidos.

No entanto, Antonio Candido aponta que, desde esse período, os romances estrangeiros traduzidos (sem o devido pagamento dos Direitos Autorais) foram concorrentes dos nacionais (para isso, transcreve trecho de discurso em que o crítico e historiador literário da época – José Veríssimo – fala dessa relação de concorrência desleal entre os romance traduzidos e os nacionais).

Refletindo ainda mais sobre esse processo da tradução, Candido percebe que houve vários livros que foram traduzidos também; e destaca o alto nível das traduções feitas, sobretudo, por Caetano Lopes de Moura, Justiniano José da Rocha e Paula Brito (este também livreiro e editor). Além disso, acrescenta que, na época, dentre as obras de escritores renomados (George Sand, Balzac, Goethe etc.) houve também a tradução de obras de escritores medíocres (Gonzalés, Rabou, Chevalier etc.) que constituíram a dita “literatura de carregação”; e sugere, de maneira sutil, que é provável que esses romances podem ter influenciado os escritores nacionais.

Sustentando essa tese, o ensaísta analisa a obra de Joaquim Manuel de Macedo a partir do enquadramento social em três vertentes (apropriadas e, em alguns casos, superadas na obra de Macedo): a histórica, a trágica e a sentimental. Para isso correlaciona os autores e as obras, respectivamente, mais representativos em cada uma dessas vertentes: Pereira da Silva (Jerônimo Corte Real), Joaquim Norberto (Maria) e Gonçalves de Magalhães (Amância).

Essa perspectiva, de certa maneira, vai ao encontro do que Marisa Lajolo fala em “Como e por que ler o romance brasileiro” apontando que a fórmula do romance romântico brasileiro tinha também um caráter de educação sentimental e objetivos moralizantes tal como se revela na autora portuguesa Tereza Margarida da Silva e Orta que, em 1777, explicitou no prefácio de sua obra As Aventuras de Diófanes esse propósito que viria a ser um dos pontos da composição do best-seller romanesco brasileiro do séc. XIX:

[...]procuro infundir nos ânimos [...] o amor da honra, o horror da culpa, a inclinação às ciências, o perdoar a inimigos, a compaixão da pobreza, e a constância nos trabalhos, porque foi só este o fim, que me obrigou a desprezar as vozes, com que receio me advertira a própria incapacidade; [...]

 A reflexão que podemos fazer é sobre o papel inegável da imprensa na propagação não só da estética romântica e do gosto romanesco (através dos folhetins), mas, também, da circulação de textos que, quando rompiam a pieguice burguesa, provocavam também reflexão, polêmica e informação.


sábado, 4 de junho de 2016





Paulo Caldas Neto




Peterson Martins
Rochele Kalini
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Thayane de Araújo Morais

Adriana Vieira de Sena
Afonso Henrique Fávero
Alynne Ketllyn da Silva Morais
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
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Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
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Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Manoel Freire Rodrigues
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Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna










Paulo Caldas Neto [04-06-2016]



CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. 6.ed. Belo Horizonte, Editora Itatiaia: 2000, VOL.2:
da p. 119:      [PDF +-p. 435]    [2. Os primeiros sinais] “ ‘O romance é d’origem moderna; veio substituir as novelas e as”[...]
até a p. 121:  [PDF +-p. 437]   [...] “chegar aqui o exemplo francês. Talvez os três fatores devam ser combinados”.


Vem o romance com uma missão bem mais complexa que a novela. Por sua densidade de gênero, acaba recepcionando a moralidade, tão fundamental, à época, para um público ainda em formação. Seria o referido texto em prosa, já conhecido na Europa, que chegaria ao Brasil para debater questões metafísicas, que ainda eram incompreensivas para os leitores da fase imperial. Ao mesmo tempo, o grau de instrução do respectivo gênero traria aos jovens burgueses curiosidade em seu trato, porque, a princípio, o romance não se preocupou com regras estéticas específicas, sendo abordado o enredo de forma livre, criativa, transgressora. Daí, ganhou impulso, o que garantiu ao escritor estímulo à sua criatividade.


Talvez, por isso, Candido já comece a enxergar traços de modernidade em tal gênero em prosa ainda naquele tempo, século XIX, o apogeu do Romantismo Brasileiro. Mesmo assim, os “homens de responsabilidade”, aos quais o ensaísta se refere na sua análise desse período histórico-literário, só lhes atribuíram relevo com a adoção de alguns princípios morais de composição do enredo, para que não houvesse desvirtuamentos nas moças daquele momento.


Os fatores que levaram à boa aceitação do romance no Brasil foram: uma forma de expressão que trouxe uma visão diferente do homem e da sociedade; a influência estrangeira, posto que muitos dos ilustres romancistas idolatrados (Walter Scott, Alexandre Dumas, Goethe etc.) já eram festejados em vários países europeus, onde o Romantismo primeiro germinou suas sementes estéticas; a ausência de um saber teórico para a sua abrangência e a fantasia produzida por ele, o que demonstrava claramente a necessidade de um público-leitor por textos desse naipe; a opinião pública que precisava racionalizar o projeto para que houvesse um consenso de ideologias. A imprensa da época tenta cultivá-lo, embora tente também manter vivos gêneros como a Epopeia, a tragédia e a lírica.


Houve uma certa receptividade no país, e muitas traduções de romances estrangeiros se deram, além da produção de folhetins por meio dos meios de comunicação, que afloraram durante o Império. A combinação entre as primeiras manifestações românticas, no Brasil, o advento da imprensa nacional e o modelo francês propulsionaram a sedimentação do gênero entre nós – é o que discute Candido.


segunda-feira, 23 de maio de 2016





Massimo Pinna



Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
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Adriana Vieira de Sena
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Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
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Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro Saraiva
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva









Massimo Pinna [21-05-2016]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:
da p. 117 :      [PDF p. 433]  “Este realismo, que foi virtude e obedeceu ao programa nacionalista”[...]
até a p. 118 :  [PDF p. 434]  [...] “os achados modestos dos escritores que passaremos agora a estudar.”[final do subcapítulo]




Encerrando o subcapítulo um, Antonio Candido evidencia que o realismo limitou os escritores na representação narrativa, sendo Macedo o caso mais peculiar. De um lado, nasce uma literatura regionalista que apresenta situações repetitivas, de outro, uma fiel mimese dos modelos literários franceses e portugueses, impedindo, desta forma, uma continuidade literária autóctone. Caso notável, de parte dos romancistas post-românticos, não terem aproveitado o trabalho admirável do Alencar, e terem repetido o erro dos realistas.


Circunstância diferente foi a de Machado, que conhecia profundamente a obra de seus predecessores brasileiros e, justamente partindo disso, desenvolveu seu trabalho literário, livre dos vínculos europeus, de modo original, porém ligado à literatura que o precedeu. Ele pode ser considerado, assim, o legatário de escritores como Macedo, Manuel Antônio e Alencar, sem cair, contudo, devido à sua genialidade, na mera imitação deles.


Candido afirma, de maneira peremptória, que Machado “é o escritor mais brasileiro que jamais houve, e certamente o maior”. Não só pelo já comentado, mas também pela capacidade introspectiva que caracteriza suas obras.


Daí, se ele teve inúmeras fontes europeias que constituíram a sua visão do mundo, foram a consciência e a apreciação da literatura brasileira precedente que formaram o terreno fértil para sua criação literária, como também a humildade em saber valorizar o legado recebido, acrescentando além disso algo inédito até então.




sábado, 7 de maio de 2016




Maria Valeska Rocha da Silva





Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
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Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro Saraiva
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza











Maria Valeska Rocha da Silva  [07-05-2016]


Edição Ouro sobre Azul, 2012, V. Único.

Da p. 434: “O desenvolvimento do romance brasileiros, de Macedo a Jorge Amado”  

                     [...]
até a p. 436: [...] apreciar o tato com que Alencar manuseava sugestões europeias”.



Antonio Candido lembra que os romancistas românticos assumiram a tarefa de dar expressão à realidade social brasileira e à cultura nacional. Mais que uma tarefa, exercer artisticamente essa consciência era uma missão.


Na composição do romance romântico brasileiro, em geral, a busca pela reprodução fiel da realidade da nação através dos temas consagrados, da paisagem característica, dos tipos brasileiros e de seus costumes deu-se com a força contraditória do idealismo do romantismo europeu, manifestada em “certas tendências da escola para o fantástico, o desmesurado, o incoerente, na linguagem e na concepção”. Essa tensão interna resultou num problema específico de expressão literária, que ensejou inadequações tanto na vertente indianista quanto na regionalista.


No Indianismo – que retratava o habitante primitivo do país –, o exercício da fantasia na constituição literária dos personagens e de sua linguagem não feria o compromisso do romancista com a fidelidade ao real, dado o grande distanciamento cultural e linguístico entre as populações indígenas e o homem da cidade.


O problema da verossimilhança avivava-se no romance regionalista, centrado no homem rústico, que era diferenciado do habitante urbano europeizado mas não totalmente dele apartado. Como diz Candido, “o original estava ao alcance do leitor”. Essa proximidade concreta tornou o gênero regionalista menos maleável à influência dos modelos europeus. Num “esforço pessoal de estilização”, o autor do romance regionalista ora tendia à fantasia na composição, ora retornava ao esforço de ser fiel a um mundo que podia ser observado não só por ele, mas também pelo leitor. Ao mesmo tempo em que os frutos dessa oscilação conferiram ao romance regionalista traços de artificialidade, as dificuldades de sua composição a transformaram em “um fator decisivo de autonomia literária e, pela quota de observação que implicava, importante contrapeso realista”.


Candido ressalta, por fim, que os bons romances românticos “não foram irreais na descrição da realidade social, mas apenas nas situações narrativas”. 


sábado, 23 de abril de 2016





Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza






Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
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Adriana Vieira de Sena
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Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
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Giorgio de Marchis
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Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro Saraiva
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa










Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza  [23-04-2016]

Edição Ouro sobre Azul, 2007, V. Único.
Da p. 432: “Acompanhando de perto as vicissitudes do nacionalismo literário” [...]
até a p. 434: [...] “ mas simplesmente humano, que os engloba e transcende”.



Diz Candido que o romance, atendendo às necessidades e aspirações de uma nova classe, a burguesia, se desdobra numa larga frente, “que não cessaria de se ampliar e refinar”. Cita, dentre outras obras, A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, em que são ressaltados enredo e tipos. Assim, Candido expõe que o romance, até atingir a maturidade de Machado de Assis, não irá além destes elementos básicos.


Segundo o ensaísta, os três graus na matéria romanesca (vida urbana, rural e primitiva), determinados pelo espaço em que se desenvolve a narrativa, promovem na ficção romântica uma tomada de consciência da “realidade brasileira no plano da arte”.


Portanto, “o nosso romance tem fome de espaço e uma ânsia topográfica de apalpar todo o país”. E assim –  considera Candido – o legado talvez consista “menos em tipos, personagens e enredo do que em certas regiões tornadas literárias”, proporcionando, desse modo,  na mente do leitor,  um “ Brasil colorido  e multiforme”, que se sobrepõe à realidade geográfica e social.  


Enfim, para Candido, na sondagem profunda a que chegará Machado de Assis, delimita-se, então,  “um espaço não mais geográfico ou social, mas simplesmente humano, que os engloba e transcende”.




domingo, 10 de abril de 2016



Maria Aparecida da Costa




Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
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Adriana Vieira de Sena
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Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro Saraiva
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari









Maria Aparecida da Costa [09-04-2016]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:
da p. 111 :      [PDF p. 427 [p. 98]]   “O lastro do real/ O eixo do romance  oitocentista é
                                                           pois o respeito inicial pela ”[...]
até a p. 113 :  [PDF p. 433 [p. 100]] 1º§ de Visão do país/[...] “desenvolvimento da
                                                           análise e o confronto do indivíduo com a sociedade .”


O LASTRO DO REAL

Antonio Candido, ao falar sobre o eixo central do romance oitocentista, destaca como ponto fulcral desse momento literário o respeito do gênero pela aproximação da realidade social, formulado, principalmente, na “verossimilhança que [o escritor] procura imprimir na narrativa” (p. 111), mostrando de certa forma sua intenção ideológica, científica ou até jornalística.


Segundo o crítico, o que norteou o romance romântico no Brasil, por exemplo, foi a visão afetiva e ideológica dos escritores que tentaram, com sucesso ou não, registrar em seus textos a cor local com o intuito de criar um “nacionalismo literário” (p. 112). O romance funcionou, pois, na maioria das produções, como material de pesquisa e descoberta do Brasil. Intencionado em marcar o “ideal romântico-nacionalista de criar a expressão nova de um país novo, encontra no romance a linguagem mais eficiente” (p. 112). Destarte, as tentativas literárias oitocentistas no Brasil serviram mais como apresentadoras da geografia do Brasil do que como material de qualidade estética, salvo alguns escritores.


Visão do país


Com o espírito de nacionalidade, iniciado no Romantismo, percebe-se, no Brasil, as primeiras tentativas dos escritores brasileiros de se desvencilhar das influências portuguesas, com investidas literárias de cunho mais particular, mais autêntico.


Até o começo do século XIX o Brasil apresentava uma sociedade escravocrata e rural. Com o advento da burguesia criou-se uma classe social mais crítica, que permitiu um confronto do “indivíduo com a sociedade”, mudando assim o formato constituído até então na sociedade brasileira em formação. O romantismo vem colaborar com isso quando amplia “largamente a visão da terra e do homem brasileiro” (p. 112), fornecendo subsídio intelectual para a discussão sobre a formação da identidade social e literária no país em formação.



sábado, 26 de março de 2016



Marcus Vinicius Mazzari




Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais



Adriana Vieira de Sena
Afonso Henrique Fávero
Alynne Ketllyn da Silva Morais
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
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Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro Saraiva
Marcos Falchero Falleiros








Marcus Vinicius Mazzari  [26-03-2016]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:
da p. 109 : [PDF +- p. 430]  “CAPÍTULO III/APARECIMENTO DA FICÇÃO/ UM   INSTRUMENTO DE DESCOBERTA E INTERPRETAÇÃO/ “Tendo, no Capítulo I, considerado sobretudo a poesia como ”[...]
até a p. 110 : [PDF +- p. 431]     [...] “- os escritores mais irregulares que se pode imaginar numa certa ordem de valor.”


A caracterização do romance enquanto “instrumento de descoberta e interpretação” mostra-se especialmente procedente, conforme se pode inferir das explanações feitas por Antonio Candido no capítulo “Aparecimento da Ficção”, no contexto da literatura brasileira, mais precisamente do nosso movimento romântico, que nele encontra sua forma de expressão mais representativa. Isso se deve certamente, abstraindo-se das características gerais desse gênero que tem no Dom Quixote sua primeira grande manifestação, às dimensões continentais de nosso país, que o Romantismo procurou justamente “descobrir” e “interpretar”.

Por isso dirá Candido, ainda nesse segmento “Um instrumento de descoberta e interpretação”, que o romance brasileiro “tem fome de espaço e uma ânsia topográfica de apalpar o país”. E se ao romance inglês ou francês bastava circunscrever seu enredo a Londres ou Paris (ainda que vários romances de Henry Fielding, Balzac ou Zola se desdobrem em outros espaços) para transmitir ao leitor as grandes linhas de força de suas respectivas sociedades, o romance brasileiro precisava abrir-se não só à cidade (isto é, o Rio de Janeiro) para empreender o levantamento do que se passava então no Brasil, mas também ao “campo” e à “selva” – precisava, portanto, estender seu projeto mimético a três níveis da matéria brasileira: “vida urbana, rural e primitiva”.

A obra romanesca de José de Alencar, englobando 21 títulos, oferece uma ilustração convincente desse processo, na medida em que se divide (ou antes, se multiplica) nas vertentes regionalista (O GaúchoO Sertanejo), citadino-burguesa (A Pata da Gazela, Senhora, Lucíola), histórica (A Guerra dos Mascates, As Minas de Prata), rural (O tronco do Ipê, Til) e indianista (Iracema, Guarani, Ubirajara).

À luz do romance alencariano se poderiam demonstrar assim as asserções gerais colocadas por Candido no segmento em tela (“Um instrumento de descoberta e interpretação”), não só no que diz respeito ao triunfo do gênero “romance” no bojo do Romantismo, mas também quanto às suas diferenças fundamentais em relação a obras de caráter mais lírico (a Gonçalves Dias, por exemplo, não seria possível a realização do projeto literário levado a cabo por Alencar), ao “estudo sistemático da realidade” (como empreendido pela sociologia), ou ainda à epopeia, já que o romance, enquanto gênero que se fundamenta no princípio aristotélico da “verossimilhança” (εικός, eikós), prefere antes “encontrar o miraculoso nos refolhos do cotidiano”, citando palavras de Antonio Candido, a “arrancar os homens à contingência para levá-los ao plano do milagre”.


sábado, 12 de março de 2016











Marcos Falchero Falleiros



Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro Saraiva







Marcos Falchero Falleiros [12-03-2016]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:
da p. 103 : [PDF +- p. 422]         “Outro tema corrente, o da amada inaccessível, brilha na         excelente ‘Partida’, onde encontramoscomo que a prefloração de um poema de Manuel Bandeira: ”[...]

até a p. 105 : [PDF +- p. 425]     [...] “ quando Bernardo e Aureliano estavam no 2º, Álvares de Azevedo no 1º ano.”




Na parte final do subitem “Otaviano, burguês sensível”, para comprovar a boa lavra da mediania de Francisco Otaviano, Antonio Candido destaca ainda “Partida”, um poema que pode ser visto como uma prefloração de Manuel Bandeira:

Por que foge a minha estrela,
Se no exílio em que me achava
O prazer que me restava,
O meu prazer era vê-la?
Por que foge a minha estrela?
[...]


Entretanto, a alegada vocação que o poeta lamentava ter trocado pela carreira de homem público, na verdade não existia. Prova disso é que o seu melhor conjunto de poemas está nas traduções, por onde o poeta se limitou ao que tinha de melhor: gosto, ouvido, plasticidade. Entre todas as grandes obras da literatura ocidental que traduziu, Antonio Candido observa, como exemplo, que não conhece tradução mais perfeita que a do relato de Otelo ao Conselho, realizada por Francisco Otaviano ainda  estudante. Enfim, trata-se, segundo o crítico, de um “poeta de raça”, que merece maior atenção.


Cardoso de Meneses


João Cardoso de Meneses e Sousa, que viria a ser o Barão de Paranapiacaba, já é um caso mais difícil de engolir. Nem merece atenção o que escreveu na velhice: “uma incrível adaptação de Os Lusíadas, o pavoroso A Virgem Santíssima – Poema em 8 Carmes, com retificações teológicas do Cardeal-Arcebispo”, ou abundantes versinhos de circunstância. Entretanto, no decênio de 40, foi precursor dos românticos e apontou rumos como melancolia, isolamento, cenas históricas e certo indianismo com vocábulos que pretendeu autênticos. Assim, por exemplo, seu poema “A Serra de Paranapiacaba” pode ser visto como um parente pobre e mais velho, precursor de “O Gigante de Pedra”, de Gonçalves Dias. O que há nele de melhor talvez seja circunstancialmente um soneto bestialógico em réplica a Bernardo Guimarães:

Era no inverno. Os grilos da Turquia,
Sarapintados qual um burro frito,
Pintavam com estólido palito
A casa do Amaral e Companhia.

Amassando um pedaço de harmonia,
Cantava o “Kyrie” um lânguido cabrito,
E fumando, raivoso, enorme pito,
Pilatos encostou-se à gelosia.

Eis, súbito, no céu, troveja um raio;
E o pobre Ali Pachá, fugindo à chuva,
Monta depressa num cavalo baio.

[...]


Desespero, sarcasmo, piada caracterizam sua aproximação com a 2ª. fase do romantismo, quando acabava o curso de Direito, enquanto Bernardo Guimarães e Aureliano Lessa estavam no 2º ano e Álvares de Azevedo no 1º.