segunda-feira, 18 de maio de 2015





Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti





Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo








Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti  [16-05-2015]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 78: [PDF-+-p. 399] [Teixeira e Sousa]“As poesias líricas são ruins; o poema indianista, Três dias de um noivado, péssimo”[...]
até a p. 80: [PDF-+-p. 402]   “Os temas do poema  ‘arrancaram
à sua melancólica dor uma poesia sentimental’.” [final do subcapítulo]




Uma das características de açu-Acê é ser parcimonioso em adjetivos; basta procurar em seus ensaios –  todos, sem exceção, exemplos de erudição sólida e harmonia de composição – e nunca será fácil encontrar um acúmulo de qualificadores; no entanto, neste subcapítulo, a respeito dos êmulos de Gonçalves de Magalhães, há muitos termos desabonadores em relação à obra poética de Joaquim Norberto, Antônio Francisco Dutra e Melo e Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa, a que se pode juntar "Sob o signo do folhetim: Teixeira e Sousa", páginas que fixam  o lugar histórico de um autor menor.



Assim, sucedem tolice pedestre, pasmosa vulgaridade, irremediável vulgaridade, decepcionantes (...) ilusões poéticas, impressão (...) de banalidade, desvaliosa como realização poética, pior que péssimos. Acê não se transforma, por isso, num adjetivador inconsequente, desprovido de senso analítico; trata-se, suponho, antes, de uma forma de expressar, por contraste, a distância entre a matéria sobre a qual Machadão vai refletir e ordenar segundo a mais exigente consciência histórico-literária e a dimensão máxima da própria obra machadiana.


  
A importância histórica do editor da revista Niterói é sublinhada repetidas vezes pelo autor da Felebê, assim como o descompasso entre o valor estético de sua obra – pequeno, em última análise – e a grande capacidade de influir nos rumos de uma literatura –  de uma cultura, por assim dizer – durante momentos decisivos, sobretudo a década compreendida entre 1836 e 1846. Gonçalves de Magalhães foi uma espécie de preceptor dos três poetas em pauta, conforme pode ser lido no último parágrafo deste subcapítulo, quem “'lhes deu a ideia de Romantismo".



A estreiteza do ambiente intelectual desse período e o patrocínio estatal à difusão da poesia moderna nos trópicos portugueses recém emancipados explicam, em parte ao menos, o descompasso indicado. Ainda que Teixeira e Sousa figure na Felebê como seguidor de Magalhães, dado que o critério desta história da Literatura Brasileira é estético e histórico, ou seja, alguns degraus acima dos meros eventos, não fez parte do séquito que se formou em torno deste - Acê usa o termo “panela” para referir o grupo dos ungidos pelo amigo do imperador. O autor de O filho do pescador participa da roda de amigos do livreiro-editor Francisco de Paula Brito, da qual faria parte, tempos depois, Machadão; noutras palavras, o autor de Quincas Borba formou-se num ambiente intelectual muito xucro, o que é mencionado em outras partes pelo autor de Literatura e sociedade com mais ênfase.


sábado, 2 de maio de 2015

Érika Bezerra Cruz de Macedo





Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos






Érika Bezerra Cruz de Macedo [02-05-2015]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:

Edição:Martins,1971, VOL.2:
da p. 75+-: [PDF-p. 398]  “Pertencendo a uma geração literária de maridos virtuosos,  já vimos que cantou pudicamente”[...]
até a p. 77+-: [PDF-p. 399]    [...] ”líricas,um longo poema indianista e a longuíssima epopeia sobre a Independência.“ [ primeiras linhas  do subtítulo Teixeira e Sousa]


Nas páginas antecedentes, Antonio Candido vale-se de um estilo elegante, ainda que por vezes eivado de ironias sutis, e de inigualável argúcia e senso crítico para apresentar sua concepção da literatura como um conjunto de obras no qual a interação "autor-obra-público" se define e se prolonga pela "tradição", constituindo um "sistema", em contraste com as "manifestações literárias" precedentes.


No caso da literatura brasileira, parece-lhe que a caracterização desse "sistema" ocorreu entre as academias do século XVIII e Machado de Assis, razão pela qual a Arcádia e o Romantismo delimitam seus estudos. O grande mestre da crítica literária afirma ainda que é entre os anos trinta e setenta do século XIX que o “sistema literário” se consolida, vindo a se consubstanciar através do movimento desencadeado em Paris pelo grupo liderado por Gonçalves de Magalhães através da revista Niterói em 1836.


Tributários do nacionalismo, os intelectuais românticos criam as bases do que seria uma literatura brasileira. Empenhados na “construção da nação”, assumiram mesmo um “sentimento de missão” que os levava a “[...] considerar a atividade literária como parte do esforço de construção do país livre” (CANDIDO, 1971, v. 1, p. 26). Tal empenho conduziu a literatura a priorizar a soberania do tema local, exaltando a terra e o povo, além de buscar as linhas estéticas e as preocupações temáticas capazes de expressar a nova realidade da recente nação.


A esse respeito, alguns escritores acreditavam que a representação do local passava pela figura do índio, visto como símbolo maior da brasilidade, ainda que poeticamente pintado com tons refratados do modelo europeu de cavaleiro medieval. Já outros adotaram a beleza pátria, a religião e a natureza como motivos principais de seus cantos.


Tais temas foram introduzidos no Brasil por poetas esteticamente vacilantes, hesitantes entre a nova e a velha escola, sem grandes ousadias poéticas e literariamente medíocres. Segundo Antonio Candido, essa primeira geração é formada por três estratos de autores: o primeiro representado por Gonçalves de Magalhães, Manuel de Araújo Porto Alegre e Francisco Salles de Torres Homem; o segundo apresenta os discípulos mais jovens: Joaquim Norberto, Dutra e Melo, Teixeira e Souza; e o terceiro é marcado principalmente por Gonçalves Dias, o único a desvencilhar-se da mediocridade.


Nas páginas específicas para esta leitura, Candido enfoca justamente o grupo de discípulos, adjetivados como êmulos, título que por si só sugere a qualidade secundária de suas obras. O primeiro a figurar dentre os escritores que adotaram conscientemente a reforma da Niterói, no sentido de assumir o nacionalismo literário como dever patriótico, é Joaquim Norberto, cuja extensa obra incorporou de maneira cabal a divisa da revista: “Tudo pelo Brasil, e para o Brasil”, mas não resultou em nenhum "verso prestável".


Seguidor das propostas estético-literárias de Magalhães, é apresentado como um marido virtuoso, que canta pudicamente a esposa em "O Livro de Meus Amores", conferindo-lhe atributos de “anjo de amor” ou “anjo sagrado”, dentro dos padrões de idealização romântica da figura feminina. No vasto conjunto da obra de Norberto, Candido destaca "Flores entre Espinhos", poemas denominados de "contos poéticos" feitos sob a égide de Lord Byron, mas sem o talento deste, como o maior pecado estético de Norberto e uma evidência vulgar do quão canhestra era nossa produção literária.


O autor seguinte é Dutra e Melo. Poeta de segunda ordem, embora sensível a certos prenúncios de transformação literária, evidente na verve crítica com que delineia seu artigo sobre "A Moreninha", manteve-se preso a padrões neoclássicos que sufocam sua expressão lírica e configuram-no como exemplo de indeterminação estética similar a de Junqueira Freire.


Por fim, Candido apresenta-nos Teixeira e Sousa como pior que os outros dois, destacando-o como um escritor cuja ambição literária é inversamente proporcional ao seu talento.

sábado, 18 de abril de 2015



Elizabete Maria Álvares dos Santos







Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva










Elizabete Maria Álvares dos Santos [18-04-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 72: [PDF-p. 395]      “Do canto XXV ao XL esta impressão se acentua, ao narrar o resto da viagem”[...]
até a p. 75: [PDF-p. 397]   [até início do cap. 4 –Êmulos] [...] ”Após tanto esplendor de vida e glória!
                                              (“A visão do proscrito”)“ 



Candido ilustra o "vanilóquio" de Porto-Alegre com exemplos que vão desde " a narração da viagem até a morte do próprio herói", nos quais a carência de sentido e de própria "caracterização psicológica" são marcas evidentes do enfado que o poema provoca no leitor.


Na tentativa de demonstrar seu apreço ao nosso descobridor, Porto-Alegre se utiliza de técnicas, as quais Candido tão bem define: "Note-se que, tomado em si, o seu verso é quase sempre correto e expressivo: temos a impressão de um bailarino que apurou na barra os elementos fundamentais da técnica e foi depois espanar móveis ou servir à mesa."



Candido encerra sua análise de O Colombo, destacando que a "prolixidade" toma conta dos versos, deixando o poema sem clareza e com um ar de "tolice". No subtítulo 4 - ÊMULOS - Candido inicia com uma análise da obra de Joaquim Norberto, alinhando a temática de sua poesia como uma espécie de "ponte entre Gonçalves Dias e Magalhães", afirmando que aquele "nunca fez um verso prestável", apesar de ter publicado muitas poesias.

sábado, 4 de abril de 2015



Eldio Pinto da Silva





Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa








Eldio Pinto da Silva  [04-04-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 70: [PDF-p. 393, por aí+-]      “Contribuindo para a tentativa muito interessante de Joaquim Norberto” [...]
até a p. 72: [PDF-p. 395...+-]   [...] ” seu poema é exemplo perfeito de vanilóquio...“ 



Para Candido, o trabalho de Porto Alegre contribui com a tentativa de Joaquim Noberto, isto porque busca adaptar a balada romântica experimentada por alemães e franceses. A iniciativa de alemães e franceses tinha dado certo, sendo que no Brasil precisava-se formalizar as temáticas medievais ao contexto nacional, daí imprimiu-se na poesia erudita associações aos temas populares, com destaque para O CAÇADOR (1844), que, como percebe Candido, pode se associar ao texto CHASSE DU BURGRAVE, de Victor Hugo.


Ainda buscando popularizar a temática nacional, há o poema O POUSO, que expressa uma tonalidade sertaneja, localista, sem se deter com atravios europeus, pois trazia não elementos medievais e sim a desventura de cantar ao som da viola e não da lira e da cítara. Mesmo assim percebe-se que, sendo um artista romântico, Porto Alegre ainda se prende aos neoclássicos da última fase com o uso de temáticas associadas ao movimento. Tal condição ocorre pelo fato de abordar tom retórico, verso branco em ritmo prosaico, sintaxe e vocabulário, com poemas naturalistas, descritivos e de exaltação patriótica.


Os textos produzidos eram como uma epopeia, poemas longos, cheios de dados e cenas para melhor descrever e evocar as ações épicas do descobrimento através do poema COLOMBO (1866), o qual Candido chama de “terrível [...] paquiderme de quarenta cantos onde se compendiam os seus muitos defeitos e poucas qualidades”. Candido descreve o texto COLOMBO para melhor explicitar sua opinião, destacando que o texto parece uma mistura das ações de Ivanhoé com Eurico, o que demonstra a leitura dos textos clássicos das literaturas inglesa e portuguesa.

Colombo é, para Candido, um texto que apresenta analogias, sem abordar entretanto o assunto real, dando feições heroicas ao protagonista que não chegam a convencer o leitor, podendo-se dizer que o “poema é exemplo perfeito de vanilóquio”, ou melhor de palavras vazias para celebrar o feito de Colombo quando decidiu fazer suas viagens pelo Mundo Novo e invadir as terras indígenas.


domingo, 22 de março de 2015



Eide Justino Costa





Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro








Eide Justino Costa  [21-03-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:  
da p. 68: [PDF-p. 391, por aí+-]      3. PORTO-ALEGRE,  AMIGO DOS HOMENS E DA POESIA 
até a p. 70: [PDF-p. 393...+-]   [...] ”Misterioso acento, alta harmonia
                                                         Desenvolve a Natureza em seus concertos.
                                                                                 (“A meu amigo”, etc.) “ 



Nas manifestações iniciais do romantismo, Porto-Alegre parece ser um nome de pouco destaque, uma vez que não tem uma vasta obra representativa desse período. Isso, no entanto, não o exime de ter deixado suas marcas singelas no processo de formação de nossa literatura, além de nos mostrar um sublime espírito de fraternidade por seus companheiros de vida artística.


Da amizade por Debret, surge a influência e o gosto pela pintura, enquanto o vínculo com Almeida Garret transporta o autor de Colombo para a vida literária, que logo adiante se firmará com mais afinco após o encontro com Magalhães (Visconde do Araguaia), amigo a quem o autor dedicou, futuramente, o poema Rossini das Aves.


Sobre sua obra, destacam-se as poesias líricas, peças de teatro, artigos, discursos e a epopeia Colombo, citada anteriormente. Os Contornos de Nápoles, escrito que contempla exagerado sentimentalismo, representa um forte documento do período inicial do romantismo. Diria, inclusive, que, apesar de não ter tido a oportunidade de lê-lo, pelos dizeres de Candido, é possível suspeitar de uma “força barroca”, herdada pelos adjetivos “afetado e emocionado”, “terno e grandíloquo”. Carece de investigação para concluir.


Na lírica, a influência na métrica de Garret é notada no poema Voz da Natureza, Canto Sobre as Ruínas, bem como no fazer do verso novessílabo de Magalhães. No mais, o gosto pela música povoa sua lírica, dando melodia, por exemplo, ao poema Rossini das Aves.


sábado, 7 de março de 2015




Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro




Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva








Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro [07-03-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:
da p. 65:  “Mas quem ali seus encantos entendia?”[...]
até a p. 67: [...] ”reinou absoluto na literatura brasileira”.



Neste trecho, Candido finaliza suas considerações sobre Gonçalves de Magalhães, em um tom aparentemente menos condenatório que de outros críticos que cita (a exemplo de Alcântara Machado). Avalia a importância do escritor como fundador do Romantismo brasileiro, recordando sua tentativa de “genealogia da nossa literatura” no canto final de A Confederação dos Tamoios, excerto, como considera, no mínimo “tocante”, o que desmentiria as leituras mais radicais da obra.


Não se abstendo dos julgamentos de valor, o crítico observa a qualidade do poema épico em sua totalidade, destacando pontos bons e ruins. Sua metodologia parece, aliás, moldada entre a visão “sincera” sobre Magalhães, a reavaliação de críticos anteriores e uma justificativa da presença do poeta em nossa tradição literária não pelo gênio, mas pela gênese.


Também comenta alguns outros textos de Magalhães, como Cantos Fúnebres, coletânea organizada durante trinta anos de produção e que apresentaria apenas um poema interessante (O Louco do Cemitério) e a mudança de estilo e temática do poeta, muito menos “arrependido” de seu romantismo de geração inicial (como julga Alcântara Machado) e capaz de se adaptar ao espírito sombrio da década de 1850.


Em suma, Candido comenta os trechos de maior valor do poeta e, independente de sua qualidade literária inferior, afirma seu lugar enquanto primeiro vate da literatura que viria ainda a se consagrar como nacional, nesse sentido, contrariando a visão de Sílvio Romero, dá-lhe a importância devida por trazer a teoria romântica para o país e “reinar absoluto” entre as décadas de 30 e 40, antes de os poetas ultrarromânticos surgirem.


sábado, 15 de novembro de 2014



Bethânia Lima Silva





Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 







Bethânia Lima Silva [15-11-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 63: [PDF-p. 387, por aí+-] “Havia portanto, em seu livro, muito para entusiasmar a mocidade”[...]
até a p. 65: [PDF-p. 389...+-]   [...] ”Anchieta em Iperoig, traça brevemente pequena genealogia da nossa literatura, nela incorporando o seu esforço:” 



O trecho estudado continua fazendo referência a Magalhães enquanto representante do romantismo e fortalecedor dessa “nova estética”, que estava se firmando. Candido reforça que a contribuição de Magalhães, inclusive, é essa incitação à produção poética que ressaltava as impressões dos lugares, refletia a respeito da pátria e das paixões dos homens (esse destaque também fica evidente em trecho do prefácio a Suspiros poéticos e saudades feito sob o título imperativo de Lede).


No subtópico “Tentativa épica”, Candido faz uma análise d’A Confederação dos Tamoios (1856), obra de Magalhães que foi elaborada com o intuito de conquistar a primazia da literatura brasileira, destacando o aspecto do Indianismo. A diversidade na obra de Magalhães também é lembrada ao referenciar os gêneros do teatro, da lírica e da epopeia.


A Confederação aborda o tema da rebelião dos tupis fluminenses contra os portugueses no período de 1560. Nesse poema-epopeia, o chefe Aimbire simboliza o nacional e o romantismo,  que luta/resiste contra o invasor.


É interessante observar que aspectos críticos são apresentados, enquanto  frágeis na obra de Magalhães (A Confederação dos Tamoios), entre eles, são destacados: longas falas, prolixidade, retórica prosaica e tom expositivo. Porém, também são levantados aspectos positivos, segundo Candido: conjunto da obra, coerência no desenvolvimento e a beleza de alguns trechos. Obviamente que apurar esse equilíbrio na crítica é reconhecer que a leitura das obras não poderia ser feita no modelo “lidas de carreira” ou mesmo “mal folheadas”, o que possibilita a visão negativa em qualquer trabalho.  



sábado, 8 de novembro de 2014





Antônio Fernandes de Medeiros Jr 






Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero






Antônio Fernandes de Medeiros Jr   [01-11-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 61: [PDF-p. 385, por aí­+-] “O queixume que se vai tornando
pungencia e fatigado abatimento”[...]
até a p. 63: [PDF-p. 387...+-]   [...] “Acima dele [,] Deus e Deus
tao-somente”.



Nisso, nessa "melhor peça lírica" o leitor pode perceber o "quebranto
lamartiniano", premonição romântica exemplar de Casimiro de Abreu.

"De gota em gota" o Arcadismo Intimista vai se dissipando.

Incluindo e distendendo o modo sutil das Odes de Anacreonte e o "tédio"
descrito em versos de Bocage.

Hora e vez para a "maceração sentimental" - histórica e estética -
plausível no Brasil de então.

"Espírito de 1836": Canto do Cisne e Invocação à Saudade. A vida
subjetiva, a vida que vale a pena viver, a vida boa é eleição, é
subjetividade.

Casimiro de Abreu - Primaveras – premonição de Gonçalves de Magalhães, por seu culto do Gênio,
a "versão muito romântica do indivíduo".