sábado, 15 de novembro de 2014



Bethânia Lima Silva





Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 







Bethânia Lima Silva [15-11-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 63: [PDF-p. 387, por aí+-] “Havia portanto, em seu livro, muito para entusiasmar a mocidade”[...]
até a p. 65: [PDF-p. 389...+-]   [...] ”Anchieta em Iperoig, traça brevemente pequena genealogia da nossa literatura, nela incorporando o seu esforço:” 



O trecho estudado continua fazendo referência a Magalhães enquanto representante do romantismo e fortalecedor dessa “nova estética”, que estava se firmando. Candido reforça que a contribuição de Magalhães, inclusive, é essa incitação à produção poética que ressaltava as impressões dos lugares, refletia a respeito da pátria e das paixões dos homens (esse destaque também fica evidente em trecho do prefácio a Suspiros poéticos e saudades feito sob o título imperativo de Lede).


No subtópico “Tentativa épica”, Candido faz uma análise d’A Confederação dos Tamoios (1856), obra de Magalhães que foi elaborada com o intuito de conquistar a primazia da literatura brasileira, destacando o aspecto do Indianismo. A diversidade na obra de Magalhães também é lembrada ao referenciar os gêneros do teatro, da lírica e da epopeia.


A Confederação aborda o tema da rebelião dos tupis fluminenses contra os portugueses no período de 1560. Nesse poema-epopeia, o chefe Aimbire simboliza o nacional e o romantismo,  que luta/resiste contra o invasor.


É interessante observar que aspectos críticos são apresentados, enquanto  frágeis na obra de Magalhães (A Confederação dos Tamoios), entre eles, são destacados: longas falas, prolixidade, retórica prosaica e tom expositivo. Porém, também são levantados aspectos positivos, segundo Candido: conjunto da obra, coerência no desenvolvimento e a beleza de alguns trechos. Obviamente que apurar esse equilíbrio na crítica é reconhecer que a leitura das obras não poderia ser feita no modelo “lidas de carreira” ou mesmo “mal folheadas”, o que possibilita a visão negativa em qualquer trabalho.  


sábado, 8 de novembro de 2014





Antônio Fernandes de Medeiros Jr 






Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero






Antônio Fernandes de Medeiros Jr   [01-11-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 61: [PDF-p. 385, por aí­+-] “O queixume que se vai tornando
pungencia e fatigado abatimento”[...]
até a p. 63: [PDF-p. 387...+-]   [...] “Acima dele [,] Deus e Deus
tao-somente”.



Nisso, nessa "melhor peça lírica" o leitor pode perceber o "quebranto
lamartiniano", premonição romântica exemplar de Casimiro de Abreu.

"De gota em gota" o Arcadismo Intimista vai se dissipando.

Incluindo e distendendo o modo sutil das Odes de Anacreonte e o "tédio"
descrito em versos de Bocage.

Hora e vez para a "maceração sentimental" - histórica e estética -
plausível no Brasil de então.

"Espírito de 1836": Canto do Cisne e Invocação à Saudade. A vida
subjetiva, a vida que vale a pena viver, a vida boa é eleição, é
subjetividade.

Casimiro de Abreu - Primaveras – premonição de Gonçalves de Magalhães, por seu culto do Gênio,
a "versão muito romântica do indivíduo".


domingo, 19 de outubro de 2014





Afonso Henrique Fávero





Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais






Afonso Henrique Fávero [18-10-2014]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 58: [PDF-p. 382] “Renovação nos temas. Voltando a este: o seu livro de estreia, em 1832, foi saudado”[...]
até a p. 61: [PDF-p. 385+-]   [...] ”E este hino, ó meu Senhor, é o teu nome!  (“Deus, e o Homem)”. 



Neste segmento, Candido indicará a importância da viagem de Gonçalves de Magalhães à Europa, experiência a que se deve a transição de poeta árcade tardio a constituir-se em nosso primeiro romântico. Em contato com os europeus, percebeu desde logo o quanto os temas românticos seriam adequados para exprimir a realidade de um país novo como o Brasil.


O avultamento da idéia de espaço que a viagem provoca, associado à evocação de acontecimentos passados e outras vezes reconstituídos no momento presente (tudo tão caro não só a Proust, mas a autores como Chateuabriand e Byron), resulta num mérito particular de Magalhães entre nós, que é refazer a história numa perspectiva de união estreita entre espaço e tempo, “dimensão essencial ao espírito romântico”. Para o poeta, o Brasil era o ponto de fuga desse processo, e advém daí o acentuado sentimento de identificação entre o eu e a pátria, mais uma característica romântica, além de outras como a religião, a fantasia e a interlocução com Deus, devidamente exemplificadas com versos do poeta.


Mutatis mutandis, a propósito da viagem de Magalhães, é difícil deixar de lembrar a de Oswald de Andrade à Europa, em 1912, quando toma conhecimento das transformações por que passavam a literatura, a arte e a cultura do continente, que tanto peso tiveram no movimento modernista aqui no Brasil.


domingo, 5 de outubro de 2014




Marcos Falchero Falleiros
[substituindo Valeska Limeira Azevedo Gomes]





Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais






Marcos Falchero Falleiros [04-10-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 56: [PDF-p. 380] “É inexato, porém, considerá-lo “romântico arrependido”, à maneira de Alcântara Machado”[...]
até a p. 58:[PDF-p. 382]   [...] ”mostrando mais fluência que Magalhães e o seu grupo”. 



Antonio Candido completa a figuração que vinha atribuindo a Gonçalves de Magalhães a qualidade de um rastilho que pensa ser um cometa e ateia os brandos fogachos-discípulos que iluminam um pouco o deserto até surgir esplendoroso o fogaréu de Gonçalves Dias em 1846. À produção acanhada de Magalhães, entretanto, não cabe a pecha de “romântico arrependido”, pois o Romantismo de primeira hora, dele e de seu grupo, não deixou de buscar decidido afastamento das normas tradicionais, ainda que sem o estilo apurado para isso.


Maciel Monteiro


Nessa passagem, o foco principal é um autor secundário do período, Maciel Monteiro, que Silvio Romero, por meio de um mau silogismo, pretendeu colocar como primeiro poeta romântico brasileiro, pelo fato de o autor ter estudado em Paris entre 1823 e 1829. Entretanto, o quase nada que se encontra de sua autoria, apesar dos laivos pré-românticos, é de um arcadismo fatigado. Talvez a partir daí Maciel tenha estabelecido ligação com o grupo de Magalhães, mas só depois de ter voltado à pátria, onde versejou como qualquer árcade.


Na sondagem de sua produção publicada, Antonio Candido encontra, afinal, como peças românticas, poemas de 1846 a 1853, tempo posterior ao triunfo da revista Niterói, de Gonçalves Dias, de Álvares de Azevedo. Tal prioridade, portanto, é uma lenda sem fundamento sobre um poeta que, saindo do Arcadismo, chegou posteriormente a tonalidades românticas – elegantes e medidas. É obra de pouca importância, de um poeta superficial dedicado a galanteios e poemas celebrativos de aniversários de alguma beldade, mostrando, entretanto, no seu movimento airoso, que acaricia o ouvido e a sensibilidade, mais fluência que Magalhães e seu grupo.


domingo, 21 de setembro de 2014





Thayane de Araújo Morais





Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres









Thayane de Araújo Morais [20-09-2014]

Edição: Itatiaia, 2000, VOL.2:

da p. 47: [PDF-p. 378][final do capítulo “Geração vaciliante”] “Que o rompante era, no fundo, mais partidário que ideológico”[...]
até a p. 49:[PDF-p. 380]   [...] ”nova escola no ambiente literário oficial, consagrando-a junto ao público”. 


Considerando as últimas reflexões do primeiro capítulo, “Geração Vacilante”, pode-se dizer que os interesses individuais falavam mais alto que os nacionalistas.  Os “vaivéns políticos” demostravam a inconsistência desses homens, em circunstâncias que permitiram transitar de um extremo a outro como se observou no período regencial, indo “da anarquia à autoridade”. Na literatura, da mesma forma, marcados pela instabilidade do momento de formação, “oscilavam entre o Classicismo e o Romantismo”. E, fechando este capítulo, Candido destaca o Marques de Paraná como figura importante do momento “porque soube amornar o banho-maria sedativo, após dois decênios agitados”.


No capítulo dois, “A viagem de Magalhães”, ainda em clima fronteiriço entre o “velho e o novo”, nos é apresentado Gonçalves de Magalhães considerado “fundador, com o qual haveria de começar a fase definitiva de nossa literatura”. Magalhães foi figura importante, empenhado na reforma literária, sendo aclamado e reconhecido como “o patriarca da nova escola”.


Contribuindo com o início do que seria, mais adiante, a expressão mais significativa do Romantismo no Brasil, segundo Candido, Gonçalves de Magalhães teve enorme visibilidade em um período que chamou de “meio termo” entre o Classicismo e o Ultrarromantismo, e com “sua corte”, representam uma parte relevante na literatura oficial da época. Mesmo em meio a muitos seguidores que viam nele a qualidade de “guia”, o autor foi, depois de dez anos de soberania, cedendo espaço às novas expressões do movimento literário “até que o fogaréu Gonçalves Dias iluminasse tudo vivamente”. Candido legitima esse autor e sua importância na consolidação da nova escola, chamando-o de “faísca renovadora”, merecendo o título de fundador do Romantismo brasileiro.    


domingo, 7 de setembro de 2014

Terezinha Marta de Paula Peres



Thayane de Araújo Morais
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves








Terezinha Marta de Paula Peres  [06-09-2014]

Edição: Itatiaia, 2000, VOL.2:
da p. 45: [PDF-p. 376]“Teixeira e Sousa teve momentos de radicalismo no seu pendor liberal,”[...]
até a p. 47:[PDF-p. 378]   [...] ”também no Brasil a monarquia corre à sua perda infalivel’ ”. 


Seguindo o pensamento de Antonio Candido sobre a divisão por estratos dos escritores românticos, geração vista pelo crítico como “cheia de contrastes” e de “certa dualidade de tendência”, principalmente no setor político, vamos encontrar o radicalismo liberal de Teixeira e Sousa, o estilo “profético do Romantismo messiânico” de Gonçalves Dias, bem como a posição assumida por Torres Homem “já fora da literatura propriamente dita”, figuras que se destacam pelo sentimento forte de liberdade e interesse pela vida política, porém, com formas intensamente diferentes de assumirem suas tendências.


Em obras como o romance sobre a Inconfidência, de Teixeira e Sousa, de posição “progressista em face da Igreja e do poder real, da mesma forma simpático à República como modelo ideal de governo”, Meditação de Gonçalves Dias, o qual esboça “larga visão poética do país”, e O libelo do povo de Torres Homem, de “ponto de vista estritamente partidário”, encontram-se manifestações evidentes das tendências assumidas pelos referidos escritores em razão de um momento histórico marcado pelo diálogo entre o Brasil velho e o Brasil novo e esteticamente mesclado por características ora neoclássicas ora românticas.

 
Considerando que na literatura não havia condições, segundo Candido, para uma atitude rasgadamente liberal, Gonçalves Dias, envolto por sentimento dúbio, não se posiciona entre o velho e o novo, refugia-se no plano das visões: “E sobre essa terra mimosa, por baixo dessas árvores colossais vejo milhares de homens – de fisionomias discordes, de cor vária, e de caracteres diferentes”...


Já Torres Homem, em meio à confusão ideológica do momento, escreve as palavras mais firmes e avançadas do tempo, confirmando assim sua posição radical como partidário extremado que verbera a “política dos conservadores”: “A revolução da independência, que devolveu-nos a posse de nós mesmos, firmava como dogma fundamental da nova ordem social o grande princípio da soberania do povo...”


Não por acaso Candido os apresenta como "geração vacilante" pela forma como oscilam entre “duas literaturas, dois períodos, duas eras políticas”.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014


Rousiêne Gonçalves



Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano







Rousiêne Gonçalves [23-08-2014]

Edição: Itatiaia, 2000, VOL.2:

da p. 42: [PDF-p. 373]“Estudando os retratos dessa gente honrada – Magalhães, Porto Alegre, Norberto,”[...]
até a p. 45:[PDF-p. 376]   [...] ”formando deste modo ao lado dos mais firmes abolicionistas de nossa literatura”. 


Sobre os autores ultra-românticos, Antonio  Candido  afirma o quanto estão longe da ousadia expressa em suas teorias, a exemplo cita J. Norberto de Sousa Silva que, ao publicar poesias eróticas, dedica à sua esposa tal inspiração.


Apresenta ainda outra obra do mesmo autor, a tragédia Clitenestra, vulgarmente neoclássica, mostrando o que há de contradições neste momento transitório do romantismo.


A dualidade de tendências também é apresentada na política. Quase todos estão impregnados de paixão partidária e ideológica. O nacionalismo expressava-se pelo liberalismo no qual uma das características mais evidentes foi o interesse pela Inconfidência Mineira, porém, de forma isolada, tal liberalismo variava muito de intensidade de autor para autor, de acentuado civismo ao esforço pela análise social de caráter abolicionista.  


terça-feira, 5 de agosto de 2014





Rosiane Mariano

Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini





Rosiane Mariano  [09-08-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 42: “Não esqueçamos finalmente, que o primeiro terço do século XIX”[...]
até a p. 44:   [...][fim do capítulo] ”para exprimir, nós mesmos, estas e outras emoções”. 



Antonio Candido refere-se à “Geração vacilante” a que foi formada por escritores amadurecidos durante a Regência e os primeiros anos da Maioridade e marcados por nítida dubiedade nas atitudes e na prática. Isso porque oscilaram entre duas estéticas, um pouco neoclássicos e por vezes românticos, e, na atitude política, acataram certo liberalismo de origem regencial e conservaram o gosto pelo Monarca. Portanto, uma geração que se situa entre duas literaturas, dois períodos e duas eras políticas.


Dos três estratos considerados românticos, Candido destaca os escritores Gonçalves de Magalhães na primeira fase e, na última, Gonçalves Dias, o primeiro a fazer a fusão do assunto, do estilo e da concepção de vida, exemplo de Romantismo completo.


Em suma, a “Geração vacilante" foi responsável por conduzir o Romantismo inicial para o conformismo, o decoro, a aceitação pública; sem haver, portanto, expressão de revolução e antagonismo.



quarta-feira, 25 de junho de 2014





Rochele Kalini


Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins




Rochele Kalini  [21-06-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 42: “Não esqueçamos finalmente, que o primeiro terço do século XIX”[...]
até a p. 44:   [...][fim do capítulo] ”para exprimir, nós mesmos, estas e outras emoções”. 


No início do século XIX, com o aparecimento dos primeiros escritores românticos, surgem algumas influências advindas de dois principais movimentos, pregadores e maestros, que nortearão a escrita desse período. A combinação da música com a oratória trará uma sensibilidade mais profunda e olhar atento ao modo de vida brasileiro. No intuito de trazer esse olhar, o estilo retórico servirá de “véu” ideológico e “maquiador” de uma realidade pouco exuberante.

Através desse estilo retórico, os escritores exaltarão a tradição nativista, a pátria e as belezas naturais, buscando dar vida a uma paisagem ingênua. Além disso, o estilo retórico servirá para uma maior proximidade entre escritores e leitores que optaram por uma escrita “dialogada” na busca de angariar “ouvintes” para os seus textos.



terça-feira, 17 de junho de 2014





Peterson Martins


Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto




Peterson Martins [07-06-2014]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 40: “O decassílabo é o grande, incomparável metro originado nos Cancioneiros”[...]
até a p. 42:   [...]”veremos estreitar-se este vínculo, patenteando a analogia das concepções”. 



Dando continuidade à análise da construção formal da estética romântica, Antonio Candido faz uma reflexão sobre o “decassílabo” apontando essa métrica e os padrões rítmicos que a envolvem como um legado do Sá de Miranda que ao retornar de uma longa estada na Itália trouxe o “dolce stil nuovo” para as plagas portuguesas (e que iria, futuramente, repercutir no Brasil). No entanto, esse estilo italiano propagado com grande intensidade por Dante Alighieri no séc. XIV terá uma raiz profunda na lírica trovadoresca provençal. (Disso, então, extraímos a mesma conclusão obtida por Mikhail Bakhtin e Eric Havelock na qual as formas eruditas teriam uma relação profunda com os gêneros literários pertinentes a uma cultura oral).

Assim, essa predileção alcançará o seu auge no período romântico, onde os artistas dessa fase irão atingir um alto grau de musicalidade, assegurando uma continuidade plástica e a própria preparação para uma evolução poética. Destaque especial para José de Alencar e sua importante pesquisa, não apenas sobre os mitos e lendas populares, mas, sobretudo, relacionado ao cancioneiro popular nordestino. Essa tendência, porém, não encontrou esteio em todos os críticos da época, houve alguns posicionamentos que condenavam a isorritmia dos versos, tal como apontava o manual de frei Caneca. Essa prática fará com que os românticos se assemelhem aos árcades. Como exemplo disso, temos os setissílabos que tanto inspiraram Bocage e vários poetas brasileiros desse período.

( Como crítica da estética realista a esse processo do Romantismo, iremos encontrar um trecho na obra de Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas), na qual o poeta romântico Vilaça é descrito de maneira caricata cujas glosas (ou motes) lhe favorecem um status social e fama, embora seus versos sejam medíocres.
Não era um jantar, mas um Te-Deum; foi o que pouco mais ou menos disse um dos letrados presentes, o Dr. Vilaça, glosador insigne, que acrescentou aos pratos de casa o acepipe das musas. Lembra-me, como se fosse ontem, lembra-me de o ver erguer-se, com a sua longa cabeleira de rabicho, casaca de seda, uma esmeralda no dedo, pedir a meu tio padre que lhe repetisse o mote, e, repetido o mote, cravar os olhos na testa de uma senhora, depois tossir, alçar a mão direita, toda fechada, menos o dedo índice, que apontava para o teto; e, assim posto e composto, devolver o mote glosado. Não fez uma glosa, mas três; depois jurou aos seus deuses não acabar mais. Pedia um mote, davam-lho, ele glosava-o prontamente, e logo pedia outro e mais outro; a tal ponto que uma das senhoras presentes não pôde calar a sua grande admiração. (ASSIS, 1998) )

Por fim, o trecho analisado dessa obra célebre de Antonio Candido termina com uma informação-chave que nos brinda sobre a estética romântica (sobretudo, na poesia): a musicalidade une-se a estratégias retóricas também na composição lírica (conotação de uma influência barroquiana). Isso pode ser observado claramente na terceira fase romântica, onde o tom inflamado dos versos de um Castro Alves será declamado nas praças durante os discursos pró-abolicionistas (inspiração hugoana).