sábado, 18 de abril de 2015



Elizabete Maria Álvares dos Santos







Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva










Elizabete Maria Álvares dos Santos [18-04-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 72: [PDF-p. 395]      “Do canto XXV ao XL esta impressão se acentua, ao narrar o resto da viagem”[...]
até a p. 75: [PDF-p. 397]   [até início do cap. 4 –Êmulos] [...] ”Após tanto esplendor de vida e glória!
                                              (“A visão do proscrito”)“ 



Candido ilustra o "vanilóquio" de Porto-Alegre com exemplos que vão desde " a narração da viagem até a morte do próprio herói", nos quais a carência de sentido e de própria "caracterização psicológica" são marcas evidentes do enfado que o poema provoca no leitor.


Na tentativa de demonstrar seu apreço ao nosso descobridor, Porto-Alegre se utiliza de técnicas, as quais Candido tão bem define: "Note-se que, tomado em si, o seu verso é quase sempre correto e expressivo: temos a impressão de um bailarino que apurou na barra os elementos fundamentais da técnica e foi depois espanar móveis ou servir à mesa."



Candido encerra sua análise de O Colombo, destacando que a "prolixidade" toma conta dos versos, deixando o poema sem clareza e com um ar de "tolice". No subtítulo 4 - ÊMULOS - Candido inicia com uma análise da obra de Joaquim Norberto, alinhando a temática de sua poesia como uma espécie de "ponte entre Gonçalves Dias e Magalhães", afirmando que aquele "nunca fez um verso prestável", apesar de ter publicado muitas poesias.

sábado, 4 de abril de 2015



Eldio Pinto da Silva





Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa








Eldio Pinto da Silva  [04-04-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 70: [PDF-p. 393, por aí+-]      “Contribuindo para a tentativa muito interessante de Joaquim Norberto” [...]
até a p. 72: [PDF-p. 395...+-]   [...] ” seu poema é exemplo perfeito de vanilóquio...“ 



Para Candido, o trabalho de Porto Alegre contribui com a tentativa de Joaquim Noberto, isto porque busca adaptar a balada romântica experimentada por alemães e franceses. A iniciativa de alemães e franceses tinha dado certo, sendo que no Brasil precisava-se formalizar as temáticas medievais ao contexto nacional, daí imprimiu-se na poesia erudita associações aos temas populares, com destaque para O CAÇADOR (1844), que, como percebe Candido, pode se associar ao texto CHASSE DU BURGRAVE, de Victor Hugo.


Ainda buscando popularizar a temática nacional, há o poema O POUSO, que expressa uma tonalidade sertaneja, localista, sem se deter com atravios europeus, pois trazia não elementos medievais e sim a desventura de cantar ao som da viola e não da lira e da cítara. Mesmo assim percebe-se que, sendo um artista romântico, Porto Alegre ainda se prende aos neoclássicos da última fase com o uso de temáticas associadas ao movimento. Tal condição ocorre pelo fato de abordar tom retórico, verso branco em ritmo prosaico, sintaxe e vocabulário, com poemas naturalistas, descritivos e de exaltação patriótica.


Os textos produzidos eram como uma epopeia, poemas longos, cheios de dados e cenas para melhor descrever e evocar as ações épicas do descobrimento através do poema COLOMBO (1866), o qual Candido chama de “terrível [...] paquiderme de quarenta cantos onde se compendiam os seus muitos defeitos e poucas qualidades”. Candido descreve o texto COLOMBO para melhor explicitar sua opinião, destacando que o texto parece uma mistura das ações de Ivanhoé com Eurico, o que demonstra a leitura dos textos clássicos das literaturas inglesa e portuguesa.

Colombo é, para Candido, um texto que apresenta analogias, sem abordar entretanto o assunto real, dando feições heroicas ao protagonista que não chegam a convencer o leitor, podendo-se dizer que o “poema é exemplo perfeito de vanilóquio”, ou melhor de palavras vazias para celebrar o feito de Colombo quando decidiu fazer suas viagens pelo Mundo Novo e invadir as terras indígenas.


domingo, 22 de março de 2015



Eide Justino Costa





Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro








Eide Justino Costa  [21-03-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:  
da p. 68: [PDF-p. 391, por aí+-]      3. PORTO-ALEGRE,  AMIGO DOS HOMENS E DA POESIA 
até a p. 70: [PDF-p. 393...+-]   [...] ”Misterioso acento, alta harmonia
                                                         Desenvolve a Natureza em seus concertos.
                                                                                 (“A meu amigo”, etc.) “ 



Nas manifestações iniciais do romantismo, Porto-Alegre parece ser um nome de pouco destaque, uma vez que não tem uma vasta obra representativa desse período. Isso, no entanto, não o exime de ter deixado suas marcas singelas no processo de formação de nossa literatura, além de nos mostrar um sublime espírito de fraternidade por seus companheiros de vida artística.


Da amizade por Debret, surge a influência e o gosto pela pintura, enquanto o vínculo com Almeida Garret transporta o autor de Colombo para a vida literária, que logo adiante se firmará com mais afinco após o encontro com Magalhães (Visconde do Araguaia), amigo a quem o autor dedicou, futuramente, o poema Rossini das Aves.


Sobre sua obra, destacam-se as poesias líricas, peças de teatro, artigos, discursos e a epopeia Colombo, citada anteriormente. Os Contornos de Nápoles, escrito que contempla exagerado sentimentalismo, representa um forte documento do período inicial do romantismo. Diria, inclusive, que, apesar de não ter tido a oportunidade de lê-lo, pelos dizeres de Candido, é possível suspeitar de uma “força barroca”, herdada pelos adjetivos “afetado e emocionado”, “terno e grandíloquo”. Carece de investigação para concluir.


Na lírica, a influência na métrica de Garret é notada no poema Voz da Natureza, Canto Sobre as Ruínas, bem como no fazer do verso novessílabo de Magalhães. No mais, o gosto pela música povoa sua lírica, dando melodia, por exemplo, ao poema Rossini das Aves.


sábado, 7 de março de 2015




Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro




Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Bethânia Lima Silva








Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro [07-03-2015]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:
da p. 65:  “Mas quem ali seus encantos entendia?”[...]
até a p. 67: [...] ”reinou absoluto na literatura brasileira”.



Neste trecho, Candido finaliza suas considerações sobre Gonçalves de Magalhães, em um tom aparentemente menos condenatório que de outros críticos que cita (a exemplo de Alcântara Machado). Avalia a importância do escritor como fundador do Romantismo brasileiro, recordando sua tentativa de “genealogia da nossa literatura” no canto final de A Confederação dos Tamoios, excerto, como considera, no mínimo “tocante”, o que desmentiria as leituras mais radicais da obra.


Não se abstendo dos julgamentos de valor, o crítico observa a qualidade do poema épico em sua totalidade, destacando pontos bons e ruins. Sua metodologia parece, aliás, moldada entre a visão “sincera” sobre Magalhães, a reavaliação de críticos anteriores e uma justificativa da presença do poeta em nossa tradição literária não pelo gênio, mas pela gênese.


Também comenta alguns outros textos de Magalhães, como Cantos Fúnebres, coletânea organizada durante trinta anos de produção e que apresentaria apenas um poema interessante (O Louco do Cemitério) e a mudança de estilo e temática do poeta, muito menos “arrependido” de seu romantismo de geração inicial (como julga Alcântara Machado) e capaz de se adaptar ao espírito sombrio da década de 1850.


Em suma, Candido comenta os trechos de maior valor do poeta e, independente de sua qualidade literária inferior, afirma seu lugar enquanto primeiro vate da literatura que viria ainda a se consagrar como nacional, nesse sentido, contrariando a visão de Sílvio Romero, dá-lhe a importância devida por trazer a teoria romântica para o país e “reinar absoluto” entre as décadas de 30 e 40, antes de os poetas ultrarromânticos surgirem.


sábado, 15 de novembro de 2014



Bethânia Lima Silva





Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 







Bethânia Lima Silva [15-11-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 63: [PDF-p. 387, por aí+-] “Havia portanto, em seu livro, muito para entusiasmar a mocidade”[...]
até a p. 65: [PDF-p. 389...+-]   [...] ”Anchieta em Iperoig, traça brevemente pequena genealogia da nossa literatura, nela incorporando o seu esforço:” 



O trecho estudado continua fazendo referência a Magalhães enquanto representante do romantismo e fortalecedor dessa “nova estética”, que estava se firmando. Candido reforça que a contribuição de Magalhães, inclusive, é essa incitação à produção poética que ressaltava as impressões dos lugares, refletia a respeito da pátria e das paixões dos homens (esse destaque também fica evidente em trecho do prefácio a Suspiros poéticos e saudades feito sob o título imperativo de Lede).


No subtópico “Tentativa épica”, Candido faz uma análise d’A Confederação dos Tamoios (1856), obra de Magalhães que foi elaborada com o intuito de conquistar a primazia da literatura brasileira, destacando o aspecto do Indianismo. A diversidade na obra de Magalhães também é lembrada ao referenciar os gêneros do teatro, da lírica e da epopeia.


A Confederação aborda o tema da rebelião dos tupis fluminenses contra os portugueses no período de 1560. Nesse poema-epopeia, o chefe Aimbire simboliza o nacional e o romantismo,  que luta/resiste contra o invasor.


É interessante observar que aspectos críticos são apresentados, enquanto  frágeis na obra de Magalhães (A Confederação dos Tamoios), entre eles, são destacados: longas falas, prolixidade, retórica prosaica e tom expositivo. Porém, também são levantados aspectos positivos, segundo Candido: conjunto da obra, coerência no desenvolvimento e a beleza de alguns trechos. Obviamente que apurar esse equilíbrio na crítica é reconhecer que a leitura das obras não poderia ser feita no modelo “lidas de carreira” ou mesmo “mal folheadas”, o que possibilita a visão negativa em qualquer trabalho.  



sábado, 8 de novembro de 2014





Antônio Fernandes de Medeiros Jr 






Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais

Afonso Henrique Fávero






Antônio Fernandes de Medeiros Jr   [01-11-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 61: [PDF-p. 385, por aí­+-] “O queixume que se vai tornando
pungencia e fatigado abatimento”[...]
até a p. 63: [PDF-p. 387...+-]   [...] “Acima dele [,] Deus e Deus
tao-somente”.



Nisso, nessa "melhor peça lírica" o leitor pode perceber o "quebranto
lamartiniano", premonição romântica exemplar de Casimiro de Abreu.

"De gota em gota" o Arcadismo Intimista vai se dissipando.

Incluindo e distendendo o modo sutil das Odes de Anacreonte e o "tédio"
descrito em versos de Bocage.

Hora e vez para a "maceração sentimental" - histórica e estética -
plausível no Brasil de então.

"Espírito de 1836": Canto do Cisne e Invocação à Saudade. A vida
subjetiva, a vida que vale a pena viver, a vida boa é eleição, é
subjetividade.

Casimiro de Abreu - Primaveras – premonição de Gonçalves de Magalhães, por seu culto do Gênio,
a "versão muito romântica do indivíduo".


domingo, 19 de outubro de 2014





Afonso Henrique Fávero





Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais






Afonso Henrique Fávero [18-10-2014]


Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 58: [PDF-p. 382] “Renovação nos temas. Voltando a este: o seu livro de estreia, em 1832, foi saudado”[...]
até a p. 61: [PDF-p. 385+-]   [...] ”E este hino, ó meu Senhor, é o teu nome!  (“Deus, e o Homem)”. 



Neste segmento, Candido indicará a importância da viagem de Gonçalves de Magalhães à Europa, experiência a que se deve a transição de poeta árcade tardio a constituir-se em nosso primeiro romântico. Em contato com os europeus, percebeu desde logo o quanto os temas românticos seriam adequados para exprimir a realidade de um país novo como o Brasil.


O avultamento da idéia de espaço que a viagem provoca, associado à evocação de acontecimentos passados e outras vezes reconstituídos no momento presente (tudo tão caro não só a Proust, mas a autores como Chateuabriand e Byron), resulta num mérito particular de Magalhães entre nós, que é refazer a história numa perspectiva de união estreita entre espaço e tempo, “dimensão essencial ao espírito romântico”. Para o poeta, o Brasil era o ponto de fuga desse processo, e advém daí o acentuado sentimento de identificação entre o eu e a pátria, mais uma característica romântica, além de outras como a religião, a fantasia e a interlocução com Deus, devidamente exemplificadas com versos do poeta.


Mutatis mutandis, a propósito da viagem de Magalhães, é difícil deixar de lembrar a de Oswald de Andrade à Europa, em 1912, quando toma conhecimento das transformações por que passavam a literatura, a arte e a cultura do continente, que tanto peso tiveram no movimento modernista aqui no Brasil.


domingo, 5 de outubro de 2014




Marcos Falchero Falleiros
[substituindo Valeska Limeira Azevedo Gomes]





Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Thayane de Araújo Morais






Marcos Falchero Falleiros [04-10-2014]

Edição: Martins, 1971, VOL.2:

da p. 56: [PDF-p. 380] “É inexato, porém, considerá-lo “romântico arrependido”, à maneira de Alcântara Machado”[...]
até a p. 58:[PDF-p. 382]   [...] ”mostrando mais fluência que Magalhães e o seu grupo”. 



Antonio Candido completa a figuração que vinha atribuindo a Gonçalves de Magalhães a qualidade de um rastilho que pensa ser um cometa e ateia os brandos fogachos-discípulos que iluminam um pouco o deserto até surgir esplendoroso o fogaréu de Gonçalves Dias em 1846. À produção acanhada de Magalhães, entretanto, não cabe a pecha de “romântico arrependido”, pois o Romantismo de primeira hora, dele e de seu grupo, não deixou de buscar decidido afastamento das normas tradicionais, ainda que sem o estilo apurado para isso.


Maciel Monteiro


Nessa passagem, o foco principal é um autor secundário do período, Maciel Monteiro, que Silvio Romero, por meio de um mau silogismo, pretendeu colocar como primeiro poeta romântico brasileiro, pelo fato de o autor ter estudado em Paris entre 1823 e 1829. Entretanto, o quase nada que se encontra de sua autoria, apesar dos laivos pré-românticos, é de um arcadismo fatigado. Talvez a partir daí Maciel tenha estabelecido ligação com o grupo de Magalhães, mas só depois de ter voltado à pátria, onde versejou como qualquer árcade.


Na sondagem de sua produção publicada, Antonio Candido encontra, afinal, como peças românticas, poemas de 1846 a 1853, tempo posterior ao triunfo da revista Niterói, de Gonçalves Dias, de Álvares de Azevedo. Tal prioridade, portanto, é uma lenda sem fundamento sobre um poeta que, saindo do Arcadismo, chegou posteriormente a tonalidades românticas – elegantes e medidas. É obra de pouca importância, de um poeta superficial dedicado a galanteios e poemas celebrativos de aniversários de alguma beldade, mostrando, entretanto, no seu movimento airoso, que acaricia o ouvido e a sensibilidade, mais fluência que Magalhães e seu grupo.


domingo, 21 de setembro de 2014





Thayane de Araújo Morais





Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Érika Bezerra Cruz de Macedo
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres









Thayane de Araújo Morais [20-09-2014]

Edição: Itatiaia, 2000, VOL.2:

da p. 47: [PDF-p. 378][final do capítulo “Geração vaciliante”] “Que o rompante era, no fundo, mais partidário que ideológico”[...]
até a p. 49:[PDF-p. 380]   [...] ”nova escola no ambiente literário oficial, consagrando-a junto ao público”. 


Considerando as últimas reflexões do primeiro capítulo, “Geração Vacilante”, pode-se dizer que os interesses individuais falavam mais alto que os nacionalistas.  Os “vaivéns políticos” demostravam a inconsistência desses homens, em circunstâncias que permitiram transitar de um extremo a outro como se observou no período regencial, indo “da anarquia à autoridade”. Na literatura, da mesma forma, marcados pela instabilidade do momento de formação, “oscilavam entre o Classicismo e o Romantismo”. E, fechando este capítulo, Candido destaca o Marques de Paraná como figura importante do momento “porque soube amornar o banho-maria sedativo, após dois decênios agitados”.


No capítulo dois, “A viagem de Magalhães”, ainda em clima fronteiriço entre o “velho e o novo”, nos é apresentado Gonçalves de Magalhães considerado “fundador, com o qual haveria de começar a fase definitiva de nossa literatura”. Magalhães foi figura importante, empenhado na reforma literária, sendo aclamado e reconhecido como “o patriarca da nova escola”.


Contribuindo com o início do que seria, mais adiante, a expressão mais significativa do Romantismo no Brasil, segundo Candido, Gonçalves de Magalhães teve enorme visibilidade em um período que chamou de “meio termo” entre o Classicismo e o Ultrarromantismo, e com “sua corte”, representam uma parte relevante na literatura oficial da época. Mesmo em meio a muitos seguidores que viam nele a qualidade de “guia”, o autor foi, depois de dez anos de soberania, cedendo espaço às novas expressões do movimento literário “até que o fogaréu Gonçalves Dias iluminasse tudo vivamente”. Candido legitima esse autor e sua importância na consolidação da nova escola, chamando-o de “faísca renovadora”, merecendo o título de fundador do Romantismo brasileiro.