sábado, 28 de setembro de 2013



Lígia Mychelle de Melo





Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva
Laís Rocha de Lima






Lígia Mychelle de Melo  [28-9-2013]



Edição: Martins, 1971, Vol. 2:  
da p.11:  [subtítulo] Um grupo em Paris
até a p. 13: [...]”o complexo Schelegel-Stäel-Humboldt-Chateaubriand-Denis.”



Nesse subtópico, Antonio Candido chama a atenção para um grupo liderado por Domingos José Gonçalves de Magalhães e formado por Manuel de Araújo Porto- Alegre, Francisco de Sales Torres Homem, João Manuel Pereira da Silva e Cândido de Azeredo Coutinho que, entre os anos de 1833 a 1836, em Paris, começa a produzir uma literatura nova, uma vez que esse grupo travou contato com as novas tendências literárias. Coube a Magalhães o papel de definir, a partir de tais tendências, uma literatura para o Brasil, que fosse capaz de representar o momento de independência político-social pela qual nosso país passava.

Tendo em vista que não foi feita uma pesquisa sistemática sobre a estadia de tal grupo em Paris, Candido observa que acompanhar o percurso de sua aderência ao movimento romântico é impossível, embora ele suponha que foi Manuel de Araújo Porto-Alegre o primeiro a ter os vislumbres através do poeta português Almeida Garret. Já no ano de 1834 foi feita uma comunicação sobre a cultura brasileira ao Instituto Histórico de Paris. Essa comunicação, documento precioso e ponto de partida para a literatura nova, teve o incentivo de Eugène de Monglave e foi publicada na respectiva revista, contando com a participação de Magalhães na área da literatura, de Torres Homem nas ciências e de Porto-Alegre nas belas artes.

Mas, o passo decisivo para a fomentação do Romantismo brasileiro foi a Revista Niterói, a qual contou com Monglave para a divulgação pelo mundo culto da França. Nessa revista brasiliense de Ciências, Letras e Artes, cuja epígrafe era “Tudo pelo Brasil, e para o Brasil”, os jovens rapazes já citados trataram de escrever sobre literatura, música, direito, economia, astronomia e química. Os estudos críticos feitos por Magalhães e por Pereira da Silva findaram por constituir o ponto de partida para a teoria do nacionalismo literário.



terça-feira, 24 de setembro de 2013




Laís Rocha de Lima





Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva







Laís Rocha de Lima  [14-9-2013]




Edição: Martins, 1971, vol.2 :
da p.9:  Capítulo I. 1 O nacionalismo literário 
até a p. 11: [...]”decantando nele os elementos constitutivos, tanto locais quanto universais.”


Ligado à simbologia de um novo capítulo do livro, O nacionalismo literário tratará da significação e implantação dos movimentos arcádico e romântico no Brasil.

No princípio do Arcadismo, pedia-se por uma literatura desinteressada, ligada aos instrumentos (reformados do clássico ou não) a fim de valorizar intelectualmente as produções. Ao repensar a estrutura clássica para que essa contivesse os aspectos da cultura brasileira, criou-se uma fratura no modelo tradicional – flexibilizaram-se os moldes para comportar “a manifestação do espírito novo na pátria nova” (CANDIDO, 2009, p. 327).

O Romantismo foi demarcado não mais pelo incentivo, mas pela concretização do intuito patriótico nas produções artísticas do Brasil. Na necessidade de expressar a realidade social/cultural brasileira, partindo da autorrepresentação literária, os intelectuais alcançam a qualidade de “literatura nacional”. Conforme ensaio de Macedo Soares, é preciso que os poetas trabalhem sob “os requisitos de nacionalidade da literatura” (SOARES apud CANDIDO, 2009, p. 328) – o senso de dever patriótico repercutiu entre os escritores a consciência de contribuição ao progresso do país pelo teor das obras produzidas.

 A independência pátria e intelectual vivida no Romantismo redefiniu as posições instigadas pelo Arcadismo, que englobavam: a exposição clara dos sentimentos; o nacionalismo e a ruptura com o clássico em prol da independência literária; e a produção de uma literatura que abandonasse o sentimento vanguardista ao incluir o país e passasse a abordá-lo como tarefa patriótica.




segunda-feira, 2 de setembro de 2013


Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva




Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães






Kalina Alessandra Rodrigues de Paiva [31-8-2013]



Edição: Martins, 1971:

da p. 310: “Entretanto, num escrito onde colaboram ambos e mais um dos Queiroga”[...]

até a p. 313: [...] [final do volume I] “que ele não sabia o que podia ser, mas cuja necessidade pressentiu.”




Travada toda uma discussão entre as tendências clássica e reformadora, Candido deixará evidente uma contradição no espírito dos escritores da Academia: o desejo pela renovação estética sentido com a mesma intensidade do temor ante as novidades do recém-chegado Romantismo.

Esse desejo/temor surge em meio a uma fase de transição, quando os escritores brasileiros buscavam imprimir em suas produções uma marca, de fato, original, nacionalista, porém ainda é perceptível o arrastar de correntes do conservadorismo clássico. Leia-se: impregnado da educação retórica do Classicismo, subordinado às regras aristotélicas e horacianas, entre outras. A verdade é que o espírito moderno exigia uma ruptura com esses fantasmas pré-estabelecidos.

Para melhor exemplificar esse clima de tensão em face da inevitável ruptura, Candido traz à luz uma declaração publicada na Revista da Sociedade Filomática, cujo teor destila uma crítica ao poema Camões, de Almeida Garret, que, segundo a publicação, apresentava um “plano defeituoso”, visto que não oferecia ao leitor uma espécie de “roteiro”, um plano geral do que seria tratado, dando lugar à indisciplina estética ante o modelo clássico até então vigente, que exigia o culto à razão, à natureza, à verdade.

Candido faz alusão a esse poema e cita o comentário, porém, se fizermos uma leitura cuidadosa dessa produção poética, entenderemos facilmente o motivo para tanto furor por parte da crítica. Garret decidiu abandonar o velho modelo para dar lugar ao ímpeto criativo, nacionalista, romântico, uma afronta aos poetas clássicos, se considerarmos o Camões remodelado e imerso em uma fantasia melancólica e nostálgica que nos é presentado no poema. Esse personagem ressurge, sob a ótica garrettiana, não por ter escrito Os Lusíadas, mas para ter seu lado obscuro exposto: o seu padecer em virtude de amores funestos. A provocação já se inicia no prefácio, quando Garret reconhece não ter obedecido “a regras nem a princípios”, não ter consultado “Horácio nem Aristóteles”.

O crítico brasileiro admite que não há um trabalho expressivo produzido pelo grupo da Filomática, no que tange a inovações estéticas, exceto por um nome: Firmino Rodrigues Silva, cuja produção foi curta (Seis únicas poesias publicadas), porém suficiente para elevá-lo ao patamar de fundador da poesia nacional indianista (Conferir o poema Nênia, de 1837), tendo sido reconhecido por Álvares de Azevedo e José de Alencar pela sua originalidade.



Se, por um lado, Firmino teve uma carreira poética meteórica, por outro, alcançou o lugar de precursor do Romantismo, visto que conseguiu revisitar a imagem do índio, imprimindo nela o tom melancólico e patriótico.


domingo, 25 de agosto de 2013

Kalina Naro Guimarães




Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas








Kalina Naro Guimarães   [17-8-2013]


Edição: Martins 1971:

da p.308:   “ Como se sabe Silvio Romero procurou discernir”[...]
até a p. 310:  [...] “liberta da imitação servil dos clássicos e atenta às sugestões     
                                                                                                                 locais.31


Antonio Candido inicia seu texto comentando a tentativa de Sílvio Romero de distinguir prenúncios do Romantismo anteriores ao grupo da Niterói. Para tanto, Romero indica, nos poetas mineiros e nos estudantes de Olinda e São Paulo, sinais da nova sensibilidade e consciência literária, fixando-se, mais tarde, na figura de Maciel Monteiro. Contudo, é nos escritos dos irmãos Queirogas que são encontrados, segundo Manuel Bandeira, indícios de um lirismo brasileiro, embora estes sejam insuficientes para animar um movimento. Isso só foi possível, na avaliação de Bandeira e com a qual concorda Candido, através da influência de Gonçalves de Magalhães, que sonhou com “um lirismo de alta envergadura, a um tempo brasileiro e universal”. Apesar de poeta medíocre, o ideário de Magalhães frutificou, a partir de seu exemplo, na consciência dos mais jovens, ficando às gerações românticas seguintes o cargo de produzir um lirismo de expressão nacional e mais próxima dos sentimentos universais.


Reconhecendo serem Magalhães e o grupo da Niterói os primeiros a acordar a consciência romântica, Candido acrescenta que, segundo Haroldo Paranhos cuja posição era compartilhada também por Sílvio Romero, as Academias de Direito de São Paulo e Olinda constituíram espaços onde foram prenunciados temas, formas e perspectivas do romantismo brasileiro.


Contudo, se não parece correto que houve um prenúncio romântico na Academia de Olinda, em São Paulo, entretanto, a Sociedade Filomática, agrupamento literário que reunia alunos e professores, deu sinal de algo novo, apesar de a revista ter publicado apenas dois ou três números. Destacam-se as figuras de Francisco Bernardino Ribeiro, Justiniano José da Rocha, Antonio Augusto Queiroga e José Salomé Queiroga, cujos versos, ainda que pouco expressivos, foram os mais fecundos deste grupo.


No plano crítico, duas posições dissonantes marcaram a ambivalência do grupo, conforme Candido. De um lado, Bernardino obedeceu ao apelo do nacionalismo, rejeitando o português colonizador, a tal ponto que, para não reconhecer a novidade romântica de um Garrett, o autor não só aconselha a imitação dos ingleses e franceses como também adere à tradição clássica. Por outro lado, Justiniano Rocha, no Ensaio crítico sobre a Coleção de Poesias do Sr. D. J. G. Magalhães, defendeu a perspectiva de Garret, constituindo-se, segundo José Aderaldo de Castelo, num possível precursor das ideias românticas no Brasil, ao atentar para a necessidade de uma literatura nacional cuja forma incorporasse a atmosfera local, desvencilhando-se da imitação dos clássicos.

 




terça-feira, 9 de julho de 2013



Juliana Fernandes Ribeiro Dantas



Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira






Juliana Fernandes Ribeiro Dantas    [15-6-2013]
Edição: Martins, 1971:
da p. 305: “ Há portanto um encontro de ideias entre Garrett e Denis;” [...]
até a p. 307: [...] [final do capítulo] “ com a exceção, não de autor, mas de uma ou outra peça.”


Desse encontro de ideias Candido nos diz que nasceu uma birra entre os dois estudiosos, no entanto, o que importa é a contribuição oferecida pelos dois para as bases da teoria literária do nosso recém-nascido Romantismo, para a qual alguns outros viajantes estrangeiros também prestaram tributos. Entre eles destaca-se o alemão Schlichthorst que publicou no ano de 1829, em sua língua materna, o livro O Rio de Janeiro como é (apenas em 1943 temos a publicação em português).

Para Candido, o alemão nos deu um dos livros mais interessantes sobre o Brasil, citando que as qualidades do brasileiro, se bem trabalhadas pela educação, poderiam produzir grandes poetas. Coadunando-se com Almeida Garret e Ferdinand Denis, Schlichthorst oferece o que interessa a Candido verificar: a noção da existência de uma continuidade literária no Brasil e a formulação de princípios que deveriam caracterizar as novas tentativas literárias. Também é rica a contribuição dada por Gavet e Boucher em 1830.

Já nesse tempo surge uma voz brasileira para conclamar nossa literatura: com o Parnaso brasileiro, Januário da Cunha Barbosa pretende apresentar aos novos a poesia dos antigos, de forma didática e nacionalista, tendo sido publicado entre 1829 e 1832. Candido classifica como a primeira iniciativa brasileira de apanhar as deixas dos estrangeiros.

Como um mecenas, Januário deu continuidade aos seus planos de incitar a mocidade, promovendo iniciativas culturais e patrocinando a literatura , utilizando-se da posição de promotor de independência e orador. Seus esforços resultaram na fundação do Instituto Histórico e Geográfico, órgão consagrador dos escritores da primeira fase do Romantismo.

Para finalizar o capítulo e dando a deixa para o próximo, Candido nos fala no limbo poético: o aparecimento de jovens escritores respondendo ao chamado para construir uma literatura renovada e nacional, seus poemas aproximando-se da simplicidade popular. De um lado alguns que ainda seguiam a forma clássica, mas que aderiam ao conteúdo nacionalista e de outro os que timidamente iniciavam o romantismo. Assim se formou um grupo contraditório, do qual não se salvava um representante, mas sim alguns escritos.



segunda-feira, 3 de junho de 2013




Joana Leopoldina de Melo Oliveira



Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira






Joana Leopoldina de Melo Oliveira    [1-6-2013]



Edição: Martins, 1971:
da     p. 303:      “ 4. INDEPENDÊNCIA LITERÁRIA / / No ponto a que chegamos o   
                              Romantismo começa a” [...]
até a p. 305:       [...]  “aproveitamento, como tema, tanto do índio quanto dos
                              primeiros colonos.18


4. INDEPENDÊNCIA LITERÁRIA

Nesse tópico Antonio Candido fala sobre o início do processo de definição de uma literatura independente no Brasil, uma literatura que exprime do seu modo os temas, os problemas e os sentimentos da nação. No país, o marco inicial do nacionalismo literário romântico aconteceu com o grupo de Niterói.


Antonio Candido já antecipa o que será posteriormente comentado dizendo que o Romantismo no Brasil foi um processo de tomada de consciência nacional, ligado ao movimento de independência. Ele imagina que o processo de elaboração dessa nova fase literária foi formulado da seguinte forma: “1) O Brasil tem uma tradição literária própria; 2) há nela elementos próprios que é preciso desenvolver; 3) a consequência será a formação de uma literatura nova, baseada em formas e sentimentos renovados, adequados a um país jovem que se afirmou na libertação política.” Entretanto, as coisas na prática não aconteceram com essa clareza, pois havia ainda defensores do passado e outros defensores de mudanças, mas sem interesse pela autonomia literária.


Por fim, Antonio Candido fala de dois estrangeiros que, a partir de 1826, começaram a perceber a necessidade de uma literatura brasileira que falasse de temas locais. O primeiro foi Almeida Garret, em 1826, que ao traçar um panorama evolutivo da literatura portuguesa, formula a ideia de que os brasileiros deveriam escrever seguindo as sugestões da terra, trocando a mitologia pela realidade local. Já Ferdinand Denis foi além e lançou as bases teóricas do nacionalismo romântico, iniciando modestamente a história da literatura brasileira. Mas, para que essa literatura realmente se constituísse, Ferdinand acreditava que era necessário desenvolver os aspectos nacionais, rejeitando a mitologia greco-latina, que não correspondia à do Novo Mundo, sugerindo, em seu lugar, o aproveitamento do índio como tema.




segunda-feira, 20 de maio de 2013


Jackeline Rebouças Oliveira




Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis








Jackeline Rebouças Oliveira    [18-5-2013]

Edição: Martins, 1971:
da     p. 299:      “ Em Monte Alterne, um grande número de sermões se suspendem”
[...]
até a p. 302:       [final do capítulo][...]  “ graças ao qual se reputava mestre, profeta e
guia mental da jovem pátria.”


Dando continuidade às discussões sobre Frei Francisco de Monte Alverne, o que se pode dizer a respeito é que ele se destacou pelo fato de ter influenciado a primeira geração romântica, com um tipo de discurso que influiria a expressão e o ritmo romântico, além de ter sido um orador que introduziu um sentimento religioso para além da religiosidade tradicional. Segundo as observações de Antonio Candido, nos sermões desse franciscano observa-se que a ênfase recai sobre o “eu”, ou seja, sobre o próprio orador, ponto totalmente diferente da oratória tradicional,  um gênero em que  prevalecia o foco na religiosidade e o orador ficava à margem. O crítico afirma que Chateaubriand influenciou muito o estilo de escrita de Monte Alverne, sendo presença constante no espírito dos sermões, nos temas e na forma. Candido também indica que ele se aproxima bastante do estilo de discurso de São Francisco de São Carlos.


Ainda com relação ao estilo de oratória desse grande franciscano, diz que em Monte Alverne um grande número de sermões fica suspenso no vácuo, sendo sustentados por palavras lançadas sem seguir uma lógica, e a multiplicidade de imagens e conceitos acaba tornando seus sermões bastante prolixos, transformando-os por consequência em grandes perífrases. A técnica utilizada por Alverne é ampliadora e lactante, tendo como aliada a embriaguez verbal, comparável a um Chateubriand irregular e palavroso.


Para justificar o sucesso desse frei, Antonio Candido mostra a importância da junção de três pontos que foram decisivos para romantismo nascente, sendo eles: o exemplo do verbo literário a serviço da pátria, da religião e do eu. Esses pontos serviram de exemplos para gerações formadas depois da independência. A imagem que apresenta de Monte Alverne é a de um homem querido pelo povo brasileiro, efeito do seu tipo de oratória, que associava a imagem a uma grande quantidade de conceitos, além de inserir nos sermões temas históricos.


Por fim, Candido informa que em 1836, o frei, já cego, recolheu-se ao convento, voltando a pregar somente em 1854, ano que produziu o seu famoso sermão, o "2º panegírico de São Pedro de Alcântara", reconhecido pelos contemporâneos e pósteros como sua obra-prima. Com relação a essa obra-prima, Antonio Candido afirma que o compositor escolheu nas obras anteriores o que para ele parecia pertinente e criou um novo discurso. Esse novo discurso tinha um efeito de minucioso compêndio dos seus temas, imagens, palavras e recursos, além de retomar o início do "2º sermão do Santíssimo Sacramento". Foi assim que o orador ressuscitou sua própria esperança na vida, voltando a ter os aplausos de que há muito tempo sentia falta, consagrado na  condição que sempre aspirou ter: a de figura dominante na literatura.





sábado, 4 de maio de 2013


Giorgio de Marchis





Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti







Giorgio de Marchis    [4-5-2013]



Edição: Martins, 1971:
da     p. 296:      “O leitor de Chateaubriand percebe logo quanto lhe deve Monte
                                                                                                                        Alverne” [...]
até a p. 299:       [...]        "Que no céu rugindo passa.
                                           Hiena que despedaça
                                           Minha mais bela ilusão!”





Formação da Literatura Brasileira nos apresenta um Frei Francisco do Monte Alverne que muito deve a Chateaubriand e também como o autor que primeiro difunde no Brasil uma atitude romântica perante a religião. Deste ponto de vista, extremamente interessante é a análise de Candido das Obras oratórias deste franciscano brasileiro. Nos sermões do autor, a religião se transfigura, através do filtro dum poderosíssimo e incontornável eu, numa aventura pessoal que leva o sentimento religioso à dimensão bem mais vaga, inapreensível e, portanto, romântica da religiosidade.

Apesar da grande unidade de estilo e de temáticas – provavelmente possível graças à revisão dos textos realizada pelo autor, em vista da sua publicação por volta de 1850 – o que predomina nestes textos, segundo Candido, é a acumulação de imagens e conceitos, que aproxima o leitor (ou o ouvinte) ao objeto, sem levar esse mesmo leitor (ou ouvinte) até lá. Recusa deliberada, em suma, de qualquer progressão lógica e linear, sem possibilidade alguma de síntese ou de coerentes conclusões.

Candido, depois de comparar o estilo de Monte Alverne à oratória da época (Januário da Cunha Barbosa) e a inevitáveis modelos do passado (Antônio Vieira), considerando uma possível afinidade com outro orador contemporâneo (Francisco de São Carlos), pergunta-se se não haveria no Brasil daqueles anos uma linha franciscana da oratória poética, evocativa mais do que didática, sedutora mais do que esclarecedora, e, sobretudo, caraterizada por uma desconfiança em relação às possibilidades da palavra.

Como leitor estrangeiro, ao me debruçar sobre um autor como Monte Alverne, pergunto-me se mais do que a dívida para com Chateaubriand não terá maior interesse esta dúvida em relação às possibilidades da palavra. Num Pré-Romantismo que – como noutros contextos periféricos ou semiperiféricos (Itália e Portugal, por exemplo) – interpretava a modernidade através de moldes inteiramente dependentes do pensamento iluminista e, no âmbito mais amplo dum Romantismo prevalentemente interpretado como contribuição cívica e racional do poeta à construção da Nação, não será a oratória de frei Francisco do Monte Alverne uma das poucas frestas através das quais a sensibilidade do eu apaga o Mundo e a emoção romanticamente abafa a lógica linear da razão? Como qualquer leitor de Antonio Candido sabe, longe dos países centrais, a filiação dos textos talvez seja menos interessante que a relação com o seu contexto.