quinta-feira, 11 de abril de 2013


Elizabete Maria Álvares dos Santos





Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva





Elizabete Maria Álvares dos Santos  [6-4-2013]

Edição: Martins, 1971:
da     p. 292:      “É interessante que, depois dessa junção do poeta com o oceano,” [...]
até a p. 294:       [...]  “ como servidor do culto do eu, do individualismo característico
                                        das tendências românticas.”



Dando continuidade às observações  sobre Borges de Barros, Candido ressalta que “em Borges de Barros, as premonições românticas podem ser observadas num grupo de poemas escritos no mar, entre 1810 e 1813”.  É nesse período “marítimo” que se encontra a verdadeira poesia de Borges, considerada pelo crítico como sendo de fase intermediária.  Candido  encaixa essa fase do poeta mediano entre o “ Arcadismo elegante” e o “poemeto de 1825 – Os Túmulos”.


O resultado desse poema foi desastroso, tendo sido visto pela crítica, como: “um poema  fúnebre extremamente medíocre, inferior a tudo que fizera, um enfadonho desabafo sentimental pela morte do filho menino...”.


Ainda com relação à poesia de Borges, Candido afirma que a mesma é “rasteira ou irritantemente desigual”, pelo fato de o próprio Borges não saber ordenar e aflorar seu próprio dom pré-romântico. Diz, ainda, que o poeta mediano produziu não pelo seu amadurecimento intelectual, mas tão somente pelo seu temperamento, mantendo-se assim abafado no anonimato até 1945.


Ao contrário desse anonimato de Borges, Candido enaltece Frei Francisco do Monte Alverne como sendo um religioso de “vocação declarada e imperiosa para as letras e uma das grandes confessadas influências da primeira geração romântica, fascinando o Rio de Janeiro entre 1816 e 1860”.


Essa maestria de Monte Alverne, bem observada por Candido, se deve a duas razões principais: à prática da oratória com efeito na expressão e ritmo da prosa romântica e também à introdução do sentimento religioso para além da devoção tradicional, como estado de alma.


Na poesia de Alverne, o culto do próprio eu e a necessidade de torná-lo público são características presentes. Segundo Candido, visto de hoje, “ o belo e majestoso franciscano das descrições contemporâneas surge como servidor do culto do eu, do individualismo característico das tendências românticas”.

           




sábado, 23 de março de 2013



Eldio Pinto da Silva




Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins 
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa





Eldio Pinto da Silva   [23-3-2013]


Edição: Martins, 1971:
da     p. 290:      “Não espanta, pois, haver produzido em 1814” [...]
até a p. 292:       [...]  “ Meu peito em ânsias
                                           imita undoso.
                                           (“Cançoneta”)   ”




Antonio Candido continua na reflexão sobre a obra de Borges Barros, analisando o texto produzido em 1814 (A flor saudade). Candido observa que o texto de Borges de Barros já apresenta características do “Romantismo brasileiro inicial”. As observações são evidentes quanto a um momento de transição, de transformação literária, mas dentro do que Candido chama de “posição extrema do Arcadismo”.


O trecho apresenta versos que ressaltam a saudade, a dualidade entre alegria e a melancolia:


Vem cá, minha companheira,
Vem, triste e mimosa flor,
Se tens de saudade o nome,
Da saudade eu tenho dor

Recebe este frio beijo,
Beijo da melancolia,
Tem d’amor toda a doçura,
Mas não o ardor d’alegria.



A temática da melancolia, observa Candido, já tinha sido utilizada em 1813 com características árcades. O texto de de Borges de Barros tem uma sensibilidade poética, como também uma melancolia inspiradora – o que poderia ter marcado com a mesma visão Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Junqueira Freire. Candido observa que nos poemas de Borges de Barros “começa a poesia d’alma, dos vagos movimentos interiores ao devaneio e, sendo própria do adolescente, vai dar vontade de chorar e morrer a duas gerações de poetas mortos na flor da idade.”


Poesia de fronteiras, os poemas de Borges de Barros são precursores da suprema consagração que Garrett daria em termos modernos à temática da saudade agridoce, do amor terno e cruel . Assim é que em Borges de Barros, por exemplo, na ode "À Melancolia", define-se "o estado de alma predileto do poeta romântico”.


Portanto, Antonio Candido destaca na obra de Borges de Barros “premonições românticas”:


Não me lembres, não, mudem-se, ó Noite
Doces momentos em tristonhas horas,
Em lagrimas os risos
("À Noite")


Meu peito em ânsias
Imita undoso.
("Cançoneta")



O texto de Borges de Barros traz a liberdade de criação e de expressão, o pessimismo com ênfase na saudade, melancolia, a tristeza, os anseios da vida em relação à morte. O que será observado nas páginas seguintes com a análise do poemeto de 1825 - Os túmulos.

domingo, 10 de março de 2013




Eide Justino Costa




Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Paulo Caldas Neto
Peterson Martins 
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro





Eide Justino Costa [9-3-2013]


Edição: Martins, 1971:
da     p. 287:      “Borges de Barros/ Domingos Borges de Barros foi sobretudo um aristocrata requintado”[...]
até a p. 290:       [...]  “ É dar amargo fel em taça de oiro;
                                      Dobra o mal do infeliz do bem o aspecto,
                                             Basta, não mais, saudade.
                                                           (“À Saudade”, 1810)”
                           

Em um primeiro momento, o autor discorre sobre Borges de Barros afirmando que ele era um aristocrata requintado e que transitou, ao longo da vida, pelas ciências aplicadas, agricultura, política e diplomacia, como também pela caridade e devoção. Segue expondo, ainda, a amizade do escritor com diversos nomes das letras, e que, apesar de querer bem às letras e por elas demonstrar afeto, era um escritor envergonhado, o que se evidencia sobretudo por apenas consentir, no fim da vida, que Melo Morais Pai publicasse seu nome na versão completa d’Os Túmulos.

Adiante, a respeito de sua produção poética, Candido indica que ela está enquadrada no período que vai de 1801 a 1825, com uma fase denominada “áurea” entre 1807 e 1814. Trata-se de uma produção árcade, de modo geral, mas que apresenta traços de um pré-romantismo evidente, conforme Afrânio Peixoto assinala.

Em outro momento, Candido lembra que Borges de Barros começou traduzindo obras de Safo, Virgilio, Voltaire, Metastasio e Parny e aponta, sobre o último, uma escolha que demonstra a preferência pelo verso elegante e casquilho.

Sobre sua produção literária propriamente dita, é considerado um árcade gracioso nas peças de metro curto ou didaticamente convencional nas odes e epístolas. Mesmo assim, o autor considera seus versos extremamente simples e destaca, ainda, que ele foi o primeiro a abordar, em seus versos “bairristas”, o saudosismo da pátria.

Finalmente, Candido credita à “Epístola escrita na fazenda do Pinum”, de 1812, um exemplo de versos bem compostos e sinceros, frutos do amor da natureza como inspiração maior. E segue afirmando que essa é a última de uma série de oito em que já apresenta um novo tom para nossa literatura, equilibrando com trimbres subjetivistas do primeiro Romantismo o naturalismo generalizador dos árcades.


domingo, 9 de dezembro de 2012


Edlena da Silva Pinheiro





Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva 
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Thayane de Araújo Morais
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro





Edlena da Silva Pinheiro   [8-12-2012]


Edição: Martins, 1971:
da     p. 285:      “A fórmula novelística é nitidamente inspirada em Chateaubriand”[...]
até a p. 287:       [iniciando 3. O “vago n’alma”] [...] “mais os povos se adiantam na  
                              civilização, mais aumenta esse estado de vago das paixões’10.”


Neste trecho, Antonio Candido, tratando do pré-romantismo franco-brasileiro (principalmente entre  os anos de 1820 e 1830), destaca os escritores Daniel Gavet e Philippe Boucher. Como já foi explicado anteriormente, Candido cita o romance histórico Jakaré-Ouassou ou Les Tupinambas. Esses autores são influenciados por François-René de Chateaubriand tanto pela forma da construção literária do romance histórico, como também pela linguagem com que caracterizam o índio - nostálgica pela cultura destruída e de ode à liberdade. Entretanto, o crítico destaca  que o indígena americano de Chateubriand  é inspirado no herói das epopeias homéricas, isto é, mais combativo e guerreiro, enquanto o índio brasileiro da obra dos franceses Gavet e Boucher tem características romantizadas do paladino medieval, ideia muito próxima a que seria adotada posteriormente pelos escritores românticos indianistas, de herói idealizado e passivo, como por exemplo em Iracema e o Guarani.


Candido conclui o subcapítulo indicando que os escritores citados (Taunay,  Courbière, Ferdinand Dias, Gavet e Boucher) formam um pré-romantismo franco-brasileiro, que, apesar de perspectivas diferentes sobre o tema local, funcionou como um reconhecimento externo da paisagem local e valorização europeia do exotismo do “Novo Mundo”.


A parte 3 do capítulo, “O vago n´alma”, trata do pré-romantismo propriamente brasileiro, fazendo referência a Domingos Borges de Barros e Frei Francisco de Monte Alverne, que são os primeiros escritores a manifestarem sentimentos característicos do movimento. O primeiro foi de pouca influência devido sua discrição e anonimato, já o segundo marcou decididamente  a primeira geração romântica. A partir de uma nova modalidade de sentimento religioso começa a delinear-se uma emoção característica do período romântico -  a religiosidade, que tende à melancolia e à tristeza. Para Chateaubriand esse “vago n´alma” é uma marca das sociedades mais civilizadas.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012


Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro




Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 
Bethânia Lima Silva




Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro   [24-11-2012]


Edição: Itatiaia, 2000.
da p. 262: [Ferdinand Denis] “A exploração da natureza brasileira como fonte de novas emoções[...]”,
até a p. 264: “[...] põem à prova a amizade daquele guerreiro por seu amigo Jacaré.”

Neste trecho, recorte do subcapítulo “Pré-romantismo franco-brasileiro”, Antonio Candido continua a analisar as contribuições de escritores que participaram da criação de uma “nova sensibilidade” que se desenvolveria no Romantismo como fator marcante do período. Para tanto, observa as obras de Ferdinand Denis e a de Daniel Gavet e Philippe Boucher, três autores estrangeiros.

Candido, aliás, apresenta Denis não como um dos escritores que merecem mero registro em sua obra, mas como figura importante para a criação de nosso espírito romântico, sendo um dos primeiros a explorar a natureza local e transformar os temas brasileiros em matéria literária. O crítico destaca, apoiado em observações anteriores de outros autores, que a obra de Ferdinand Denis, Cenas da Natureza nos Trópicos, seria “um marco na formação de nosso romantismo”, o que depois ficará mais claro quando tal escritor for avaliado ao lado de Garret. Temos, portanto, um de nossos primeiros contatos com um dos “fundadores” da forma literária que tomou nosso Romantismo.

Em tal livro, segundo Antonio Candido, “[...]encontra-se pela primeira vez um tratamento sistemático das impressões despertadas pela natureza do Brasil. Com o intuito puramente literário.” – e são visíveis contatos com Alexandre von Humboldt e Chateaubriand. Como o crítico considera, sob a particular influência desde último escritor, é de Denis a “primeira tentativa de  ficção indianista”, e que teria lugar na “periferia” de nossa literatura. Vale ainda destacar que o autor estrangeiro teria “intuído” o desenvolvimento da literatura de língua portuguesa.

Quanto a Gavet e Boucher, devido à tradução para o Francês de Marília de Dirceu e Caramuru, teriam criado o primeiro romance indianista, Jakaré-Ouassou ou Les Tupinambas, que, embora seja considerado “medíocre” por Candido, já delineia as características desse gênero.

Tal romance teria retirado sua matéria de um episódio sem grande destaque em Caramuru, o conflito histórico entre os índios tupinambás e o donatário da Bahia, e aproveitado um dos estudos de Ferdinand Denis sobre a literatura brasileira. Também é nele que aparecem sistematicamente os relatos dos cronistas franceses do período entre os séculos XVI e XVII, fato inaugural em nossa tradição literária.

domingo, 11 de novembro de 2012


Bethânia Lima Silva



Cássia de Fátima Matos

Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr 
Arandi Robson Martins Câmara 





Bethânia Lima Silva [10-11-2012]


Edição: Martins, 1971:
da     p. 281:      [em meio a: 2. PRÉ-ROMANTISMO FRANCO-BRASILEIRO] “Muito mais
                            importante, porém, é o verdadeiro pré-romantismo”[...]
até a p. 283:      [...] “nossa literatura, dentro de um espírito muito próximo do seu.7”


Nesse trecho do livro, Antonio Candido identifica como importante o período entre 1820 e 1830, considerando-o, inclusive, como “verdadeiro pré-Romantismo franco-brasileiro”. A expressão artística (pintura, escrita...) é conduzida por franceses presentes e encantados com o país.

O destaque para a presença francesa é uma referência à família Taunay, presente na Tijuca (RJ) e composta por artistas que contribuíram para definir a “sensibilidade pré-romântica”, como o próprio Candido comenta. Sensibilidade essa que era alimentada pela beleza, pelo ambiente/paisagem carioca... Sensibilidade essa que inspirava os poemas e quadros dos escritores, pintores e poetas... Sensibilidade retratada nas cascatas, no céu, na vegetação e em tantos outros símbolos naturais.

Os artistas Théodore Taunay e Édouard Corbière foram citados e comentados, devido à produção e identificação de características na época. Théodore Taunay escreveu “Os idílios brasileiros” em latim, e Félix Émile fez a tradução. Os poemas apresentam de forma palaciana D. Pedro I e o Império, a missão de José Bonifácio, as vantagens da vida agreste e o encanto da natureza. Essa abordagem de Théodore pode ter sugerido a importância poética da Independência como tema, e ainda uma moderação para lidar com a tristeza, resultando assim em características da corrente no pré-Romantismo e do Romantismo inicial.

O Édouard Corbière teve os seus poemas considerados como o primeiro livro pré-romântico a tratar do índio brasileiro por certos ângulos: a ideia do selvagem como nobre, independente – que preferia a morte à escravidão, a impotência para se defender do colonizador. Ainda que o poeta tenha abordado os índios com algumas coerências, também podem ser apontadas “arbitrariedades”, tais como, escolha dos nomes para os indígenas e outros deslizes que ficaram marcados pela falta de propriedade e conhecimento para representá-los.  

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Arandi Robson Martins Câmara 




Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr




Arandi Robson Martins Câmara  [20-10-2012]

Edição: Martins, 1971:
da      p. 279:      [2. PRÉ-ROMANTISMO FRANCO-BRASILEIRO]“ O parágrafo anterior
                           descreve um estado de coisas que ainda”[...]
até  a p. 281:       [...]  “que veremos a cada passo na prosa e verso dos nossos românticos.”



 2 – PRÉ-ROMANTISMO FRANCO-BRASILEIRO
Período que corresponde entre a vinda da família real e o Romantismo. Nele, esboça-se um modo de ver a natureza com mais exaltação e maior fidelidade, contando não apenas a emoção por ela causada, como também, o desejo de registrar a percepção elaborada em todo objetos definidos. Nesse sentido, substitui a visão mais abstrata e mentalmente elaborada do Classicismo, esta supõe identificação afetiva muito maior entre sujeito e objeto. Busca-se nesse período as ressonâncias, as harmonias entre natureza e espírito, valorizando o significado dos seus modos de perceber e sentir, a exprimir-se com maior abandono, por meio do que os pré-romantismo e primeiros românticos chamavam de MEDITAÇÃO. Essa meditação dos autores oferece aos leitores uma provocação correspondente ao desnudamento do eu.


Antonio Candido destaca também a influência dos viajantes estrangeiros na formação do Romantismo brasileiro, lembrando que esses homens descreveram a natureza como fonte de emoções, atuando sobre a sensibilidade, que se exaltava ao seu contacto, mostrando aos brasileiros que a sua contemplação pode despertar verdadeiro rejuvenescimento espiritual. Vejamos agora, fragmentos das impressões que Pohl experimentou nas matas do Oeste de Minas para exemplificar e apresentar as características citadas:

“Penetramos imediatamente num corte de selva, cujas grossas árvores, de formas para mim desconhecidas, eram entrelaçadas, em estranhas voltas, por parasitas arbóreas; as quais, da grossura de um braço, frequentemente torcidas, às vezes esburacadas, em maravilhosas grinaldas, tornam a descer de vinte braças de altura para o solo materno, e formavam,  por assim dizer, um tecido impermeável aos raios solares e que, como cordoalha de navio, se movia ao mais leve impulso. Essa imagem agiu poderosamente em meu espírito.  Com temeroso respeito atravessei essa abóboda da selva, o escuro dessa floresta, que, com as figuras indefinidas, me apareceu como um grande segredo da natureza.”

sábado, 6 de outubro de 2012


Antônio Fernandes de Medeiros Jr 



Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andrey Pereira de Oliveira




Antônio Fernandes de Medeiros Jr   [6-10-2012]

Edição: Martins, 1971:
da     p. 275:      “ A reflexão histórica nos leva a reputar sediços esta  ‘luz febeia’   ”[...]
até a p. 278:       [...]“ 'junto dos mares', mal saídos do confinamento colonial."    
                  


No trecho conclusivo desse “Poesia a reboque”, Antonio Candido amplia comentários analíticos à poesia de Natividade Saldanha, inclusive, com desdobramento teórico sutil acerca do binômio forma-conteúdo, nexo balizador na elaboração do efeito poético de ordem geral. Além disso, noticia a presença literária de Evaristo da Veiga, contexto no qual ilustra, uma vez mais, alguns fatores que distinguem a expressão do poeta da prática redutora típica de “versejadores”.

Em relação a Natividade Saldanha, ainda referindo-se ao soneto transcrito “Noite, noite sombria, cujo manto”, Antonio Candido identifica, no poema, traços “sediços”  da personalidade  “[d]esse pobre mocho fatigado por alguns séculos de ininterrupta indisposição dos poetas”, convergente, portanto, à índole predominante da poesia brasileira até então. Contudo, mudando o enfoque da avaliação, o crítico relativiza por detectar no soneto “certos traços de permanente encanto” efeito auferido “quando se encaixa na forma poética verdadeiramente adequada”. De modo a esclarecer que o tema eleito ao poema tem menos relevância de que o ajuste de linguagem entre forma e conteúdo: “Então, o que é mais banal fica mais poético, porque o geral é que melhor recebe as necessidades do nosso restrito particular”.

Para Antonio Candido, a importância da presença de Natividade Saldanha ocorre “como autor patriótico das quatro odes pindáricas sobre os heróis da Restauração pernambucana”, odes epigonais compreendidas como “verdadeiros pastiches das que escrevera sobre as grandes figuras da história portuguesa o seu querido Diniz”. Por fim, apreende que a poesia de Natividade Saldanha é confirmadora do ambiente histórico libertário “onde permanece, sem  pusilanimidade, a nota de doçura e tristeza dos sonetos transcritos mais altos”.

Na sequência, Antonio Candido estabelece que afora Natividade Saldanha todos os poetas comentados nesse capítulo, uns mais outros menos, são “versejadores em que a poesia aparece como automatismo e mau hábito, e que recorrem a ela simplesmente por ser a forma estabelecida de exprimir as opiniões e marcar os momentos significativos da vida”. Considero oportuno salientar que tal confusão – a de misturar poeta com versejador – parece ter expectativa de vida longa, é crescente ainda hoje. Com a proliferação de “sites” e páginas pessoais na internet percebe-se o “mau hábito” frequente de cometimento de poemas (forma) sem teor poético (forma-conteúdo).

Na seara de “versejadores”, o último a ser comentado é Evaristo da Veiga, autor de “duzentos e sessenta e três poemas”, com forte vinculação temática à “circunstância” e “comemorativa em alto grau”. A curiosidade em torno desse poeta é registro de cunho biográfico. Antonio Candido destaca a precocidade de elaboração dessa obra, quantitativamente volumosa, uma vez que esse poeta “metrificador tenaz desde os treze anos abandonou as musas quando passou ao jornalismo e nele encontrou veículo consentâneo às suas necessidades de expressão”, ao que parece, contribuindo mais com a poesia brasileira por meio de sua ausência de que com a insistência de permanência.

O “mau hábito” de cometimento do poema-sem-poesia é fortemente criticado por Antonio Candido quando avalia as mais de duas centenas de poemas de Evaristo da Veiga: “É difícil encontrar maior coleção de versos razoavelmente metrificados tão fora da poesia. Lê-los é experimentar a que ponto vai a força anuladora da rotina [...]”.

Outro modo de ponderar o equívoco continuado de se tentar instaurar o poema (apresentação física) como se fora automaticamente poético (grau de exigência maior que cobra os modos de particularidade do conteúdo). A respeito dessa versificação  prolífica “comemorativa em alto grau”, o crítico afirma que a coleção “ignora de todo o que havia de mais poético nas tendências literárias do tempo: o pendor meditativo, o naturalismo, a melancolia [...]” e registra que foi o poeta-patriota “autor do nosso primeiro hino nacional”.

Por fim, Antonio Candido considera a coleção de poemas-sem-poesia como “dezenas de odes e sonetos exaltadamente patrióticos”, sem relevo poético, embora se insira mais revelador do ambiente histórico de “confiança na grandeza do país, que do terreno material se refletiria no da cultura”. 




segunda-feira, 24 de setembro de 2012



Andrey Pereira de Oliveira



Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero




Andrey Pereira de Oliveira [22-9-2012]


Edição: Martins, 1971:
  
da     p. 273:      “Januário da Cunha Barbosa/ Pela via da metamorfose, segundo o modelo de Diniz, ocorreu em alguns deles verdadeira emergência de patriotismo literário”[...]

até a p. 275:      
[...]  “De um triste, que embrenhado na espessura/Suspirando saudoso arqueja, expira (XVIII).”


Nesse passo da “Formação” que nos coube resumir, Antonio Candido comenta a poesia de Januário da Cunha Barbosa e de Natividade Saldanha. O primeiro é considerado péssimo, o segundo, menos ruim.


Em Januário da Cunha Barbosa, é destacado seu patriotismo literário, que deriva da soma da tradição clássica com tendências indianistas embrionárias. Ilustrando essa vertente do poeta, Candido transcreve um trecho do poema “Niteroi”, obra em versos em que, com um estilo excessivamente empolado, o poeta mistura figuras da mitologia greco-latina como ninfas, monstros e semideuses, para narrar o surgimento de Niteroi como resultado da luta entre os Gigantes e os Deuses clássicos.


Em sua linguagem grandiloquente e em sua não muito criativa genealogia mítica, o que Cunha Barbosa faz é criar mais um exemplar para o rol das obras que ufanamente hiperbolizam a realidade natural do Brasil, visto que Niteroi funciona como metonímia de todo o país. Como o fragmento citado por Antonio Candido é muito curto, não temos como julgar por nós mesmos a qualidade do poema, mas, se tomarmos como justas as palavras do crítico, o poema deve ser para lá de medonho. Eis os termos com que Candido refere-se ao texto: “péssimo”, “esforço ao mesmo tempo ridículo e comovedor”... “Nunca se viu no Brasil tanto desperdício de mitologia”.
[Uma nota pessoal (e completamente desnecessária!): diante das melecas que se tem escrito ultimamente, o trecho do homônimo do pai de Gonzagão até que não faz feio... No mínimo, o sujeito era letrado...]


Já sobre Natividade Saldanha, Antonio Candido parece fazer um julgamento menos negativo. Considera-o um “paradigma de aluno literário”, uma vez que sua obra demonstra um estudo sério da geração arcádica, a que busca copiar. Desse esforço de tomar tais modelos resulta uma obra em que se percebem traços de Cláudio, Garção, Bocage e Diniz. Segundo o crítico, à poesia de Saldanha “não faltam qualidades de elegância e por vezes energia”. Trata-se do “conjunto mais ortodoxamente arcádico da nossa literatura”. Com essa observação da ortodoxia de Natividade Saldanha, Candido quer ressaltar a insensibilidade estética do poeta, que submete em excesso sua poesia às normas da escola. É o que ele afirma ainda ocorrer nos parnasianos, “que ainda hoje nos afligem”.


É em alguns de seus poemas de temática melancólica, que acusam certas motivações e indícios biográficos, como os que tematizam a obsessão com a morte, que Saldanha parece escapar das arramas retóricas engessadas, livrando-se, ao menos em alguns momentos, das convenções. Parece ser o caso do soneto “Noite, noite sombria, cujo manto”, considerado pelo crítico como sua melhor realização.

terça-feira, 11 de setembro de 2012


Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero




Marcos Falchero Falleiros  [8-9-2012]
[substituindo: Andreia Maria Braz da Silva]


 da     p. 271:       [Capítulo VIII – Resquícios e Prenúncios]“1. Poesia a Reboque/ As obras puramente literárias da fase correspondente à atividade dos publicistas”[...]

até a p. 273:      
[...]  “verso da mitologia greco-romana, completando nesse apagar de velas a tarefa dos predecessores.”



Com o título sugestivo de “Poesia a reboque”, que abre o capítulo VIII, também precisamente intitulado “Resquícios e prenúncios”, Antonio Candido retoma a atividade literária dos publicistas, dividindo-a sob resultados opostos: a que trouxe indícios de renovação, e ― objetivo da avaliação que segue ― a que se manteve na rotinização dos neoclássicos decadentes.

A linha da rotinização arcádica pode ser explicada por uma capilaridade contextual de causalidades: falta de especialização devida aos muitos apelos patrióticos de um país rumo à Independência, onde vigora a lei do “bom orador e publicista é mau poeta”, e, efetivamente,  falta de poetas de qualidade, situação agravada pelo fato de que o patriotismo, arraigado à Ilustração da Revolução Francesa e sua idealização retrospectiva de Roma, já vinha de uma tradição rotinizada, à base de odes, cantos, epístolas, ainda que poetas de segunda ordem, como Gonçalves de Magalhães, tenham promovido transformações significativas no período seguinte.

Assim, com poetas tributários de Diniz ou Bocage, em desproveito dos patrícios mais velhos muitas vezes contemporâneos, e colocada a poesia a reboque da política e da convenção arcádica, vicejou até 1832 (no período situado a partir de 1810) um patriotismo retórico, despersonalizado, que, vinculando a ideia de Liberdade ao culto da Razão, da Virtude, das Luzes, sob inspiração latina, recalcava o novo lirismo através de odes abomináveis tão ruins quanto os poemas de Frei Caneca, Odorico Mendes e Gonçalves de Magalhães.

Um aspecto curioso do processo é a atração pela ode pindárica e pela metamorfose que a influência de Antônio Diniz da Cruz e Silva provocou nesse apagar de velas: um Classicismo terminal completava a tarefa de seus predecessores ao alegorizar patrioticamente a natureza ― como Claudio Manuel da Costa fizera com o Itamonte e o ribeirão do Carmo ―  transformando-a em entidades míticas incorporadas à genealogia nobre da mitologia greco-romana.