segunda-feira, 24 de setembro de 2012



Andrey Pereira de Oliveira



Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero




Andrey Pereira de Oliveira [22-9-2012]


Edição: Martins, 1971:
  
da     p. 273:      “Januário da Cunha Barbosa/ Pela via da metamorfose, segundo o modelo de Diniz, ocorreu em alguns deles verdadeira emergência de patriotismo literário”[...]

até a p. 275:      
[...]  “De um triste, que embrenhado na espessura/Suspirando saudoso arqueja, expira (XVIII).”


Nesse passo da “Formação” que nos coube resumir, Antonio Candido comenta a poesia de Januário da Cunha Barbosa e de Natividade Saldanha. O primeiro é considerado péssimo, o segundo, menos ruim.


Em Januário da Cunha Barbosa, é destacado seu patriotismo literário, que deriva da soma da tradição clássica com tendências indianistas embrionárias. Ilustrando essa vertente do poeta, Candido transcreve um trecho do poema “Niteroi”, obra em versos em que, com um estilo excessivamente empolado, o poeta mistura figuras da mitologia greco-latina como ninfas, monstros e semideuses, para narrar o surgimento de Niteroi como resultado da luta entre os Gigantes e os Deuses clássicos.


Em sua linguagem grandiloquente e em sua não muito criativa genealogia mítica, o que Cunha Barbosa faz é criar mais um exemplar para o rol das obras que ufanamente hiperbolizam a realidade natural do Brasil, visto que Niteroi funciona como metonímia de todo o país. Como o fragmento citado por Antonio Candido é muito curto, não temos como julgar por nós mesmos a qualidade do poema, mas, se tomarmos como justas as palavras do crítico, o poema deve ser para lá de medonho. Eis os termos com que Candido refere-se ao texto: “péssimo”, “esforço ao mesmo tempo ridículo e comovedor”... “Nunca se viu no Brasil tanto desperdício de mitologia”.
[Uma nota pessoal (e completamente desnecessária!): diante das melecas que se tem escrito ultimamente, o trecho do homônimo do pai de Gonzagão até que não faz feio... No mínimo, o sujeito era letrado...]


Já sobre Natividade Saldanha, Antonio Candido parece fazer um julgamento menos negativo. Considera-o um “paradigma de aluno literário”, uma vez que sua obra demonstra um estudo sério da geração arcádica, a que busca copiar. Desse esforço de tomar tais modelos resulta uma obra em que se percebem traços de Cláudio, Garção, Bocage e Diniz. Segundo o crítico, à poesia de Saldanha “não faltam qualidades de elegância e por vezes energia”. Trata-se do “conjunto mais ortodoxamente arcádico da nossa literatura”. Com essa observação da ortodoxia de Natividade Saldanha, Candido quer ressaltar a insensibilidade estética do poeta, que submete em excesso sua poesia às normas da escola. É o que ele afirma ainda ocorrer nos parnasianos, “que ainda hoje nos afligem”.


É em alguns de seus poemas de temática melancólica, que acusam certas motivações e indícios biográficos, como os que tematizam a obsessão com a morte, que Saldanha parece escapar das arramas retóricas engessadas, livrando-se, ao menos em alguns momentos, das convenções. Parece ser o caso do soneto “Noite, noite sombria, cujo manto”, considerado pelo crítico como sua melhor realização.

terça-feira, 11 de setembro de 2012


Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Manoel Freire Rodrigues
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero




Marcos Falchero Falleiros  [8-9-2012]
[substituindo: Andreia Maria Braz da Silva]


 da     p. 271:       [Capítulo VIII – Resquícios e Prenúncios]“1. Poesia a Reboque/ As obras puramente literárias da fase correspondente à atividade dos publicistas”[...]

até a p. 273:      
[...]  “verso da mitologia greco-romana, completando nesse apagar de velas a tarefa dos predecessores.”



Com o título sugestivo de “Poesia a reboque”, que abre o capítulo VIII, também precisamente intitulado “Resquícios e prenúncios”, Antonio Candido retoma a atividade literária dos publicistas, dividindo-a sob resultados opostos: a que trouxe indícios de renovação, e ― objetivo da avaliação que segue ― a que se manteve na rotinização dos neoclássicos decadentes.

A linha da rotinização arcádica pode ser explicada por uma capilaridade contextual de causalidades: falta de especialização devida aos muitos apelos patrióticos de um país rumo à Independência, onde vigora a lei do “bom orador e publicista é mau poeta”, e, efetivamente,  falta de poetas de qualidade, situação agravada pelo fato de que o patriotismo, arraigado à Ilustração da Revolução Francesa e sua idealização retrospectiva de Roma, já vinha de uma tradição rotinizada, à base de odes, cantos, epístolas, ainda que poetas de segunda ordem, como Gonçalves de Magalhães, tenham promovido transformações significativas no período seguinte.

Assim, com poetas tributários de Diniz ou Bocage, em desproveito dos patrícios mais velhos muitas vezes contemporâneos, e colocada a poesia a reboque da política e da convenção arcádica, vicejou até 1832 (no período situado a partir de 1810) um patriotismo retórico, despersonalizado, que, vinculando a ideia de Liberdade ao culto da Razão, da Virtude, das Luzes, sob inspiração latina, recalcava o novo lirismo através de odes abomináveis tão ruins quanto os poemas de Frei Caneca, Odorico Mendes e Gonçalves de Magalhães.

Um aspecto curioso do processo é a atração pela ode pindárica e pela metamorfose que a influência de Antônio Diniz da Cruz e Silva provocou nesse apagar de velas: um Classicismo terminal completava a tarefa de seus predecessores ao alegorizar patrioticamente a natureza ― como Claudio Manuel da Costa fizera com o Itamonte e o ribeirão do Carmo ―  transformando-a em entidades míticas incorporadas à genealogia nobre da mitologia greco-romana.

sábado, 25 de agosto de 2012


Afonso Henrique Fávero







Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes





Afonso Henrique Fávero   [25-8-2012]




Edição: Martins, 1971:
da p. 265:  “Como escritor é fácil e correto, abandonando poucas vezes o tom de serenidade”[...]
até a p. 267:
[...]  “ ‘Éramos dois rapazes, o povo e eu; vínhamos da infância, com todos os arrebatamentos da juventude’ (Braz Cubas).“


São de Evaristo da Veiga os versos que conhecemos:

Já podeis, da Pátria, filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.


(A molecada da época em que eu fazia o antigo ginasial gostava de parodiar: ”Japonês tem cinco filhos...”).


Junto com a música do próprio D. Pedro I, aqueles versos fazem parte do Hino à Independência, ainda hoje lembrado por ocasião do 7 de Setembro. Evaristo da Veiga parece ter algo de um Olavo Bilac avant la lettre, embora sem o talento do parnasiano.


De algum modo, é disso que Antonio Candido dá notícia nas páginas destinadas ao escritor carioca (“excelente jornalista e péssimo poeta”), um dos precursores do Romantismo entre nós. Em outros termos, muito entusiasmo pelo Brasil e poucos recursos para uma literatura de real estofo artístico.


Sua vontade de motivar os jovens escritores na tarefa de construção da pátria jovem é mais forte do que sua capacidade de aquilatar o valor efetivo das obras que comentava na imprensa. O critério de qualidade parecia resumir-se ao tom ufanista delas emanado.


Mas, a despeito da citação machadiana algo irônica com que Antonio Candido finaliza as referências a Evaristo da Veiga, é certo que o considera figura importante naquele momento de renovação intelectual, interessando à história da literatura pela força que imprimiu ao “tema da mocidade”, um dos pilares do “nacionalismo literário”.








domingo, 12 de agosto de 2012


Valeska Limeira Azevedo Gomes







Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres







Valeska Limeira Azevedo Gomes [11-8- 2012]



Edição: Martins, 1971:
  
da p. 263:  “Aí se encontra a sua filosofia da moderação, linha estratégica num momento de crise”[...]

até a p. 265:
[...]  “no segundo, oferecia honestamente as fontes em que hauria as ideias.“



Os gêneros públicos, incluídos na história da literatura, constituíam-se das oratórias e das publicações periódicas e os ensaios. São de suma importância para a difusão do pensamento de autores, tendo por intuito a informação, um juízo e a orientação do público, sobretudo no período dos reinados de Dom João VI e Dom Pedro I. O intelectual, jornalista e orador Evaristo da Veiga foi um dos principais representantes desse gênero, juntamente com Hipólito da Costa e Frei Caneca. Era um "monarquista de cabeça", atuou na luta pela independência do Brasil, manifestando as suas contribuições ao jornal Aurora Fluminense.


Evaristo tinha como filosofia e estratégia política, a moderação. Em artigo, desconstrói a ideia de fraqueza associada à moderação. O contrário da moderação inspiraria a perda da razão e o avultamento das paixões, algo perigoso para um momento de crise. Aí se explica a sua predileção pelos girondinos como modelo na primeira fase da Regência - "embora partidários  de reformas radicais, deslizam-se insensivelmente ao centro ". Para Candido, a censura não cabe, visto a esquerda e a direita serem compostas pelos grupos de "duvidoso aventureirismo" e de "virulentos reacionários", respectivamente. Essa filosofia o diferencia principalmente do Frei Caneca, que tratava passionalmente de suas convicções políticas, adotando discurso fervoroso. Para esse, "as ideias são sentimentos e só existem na medida em que neles se encarnava".


Candido ressalta alguns aspectos da conduta de Evaristo, tais como: a vontade predominando à sensibilidade e à inteligência; a moderação como palavra de ordem; o apego e importância dada à Constituição: A constituição era a ordem, a unidade, o progresso, e a presença de um soberano hereditário lhe parecia favorecê-los; o ódio e o ataque aos privilégios; a pregação de igualdade das oportunidades; a crítica às tendências cesaristas de Bolívar; a necessidade do pacto social para o progresso; a conciliação da liberdade com as exigências da ordem; a oposição a radicalismos, aos demagogos, aos anticonstitucionais e aos que não reconhecem no povo um fator determinante para o progresso social e político; a defesa da liberdade política: "O que pretende ela [a liberdade]? Que gozemos melhor dos nossos direitos; que as sociedades sejam felizes e estáveis, regidas por Leis derivadas de uma sorte de consenso comum...”; que a razão tenha todo o necessário desenvolvimento; que a publicidade abra a porta dos Conselhos Nacionais, e dê a conhecer ao Povo o como se tratam os seus interesses: que a Autoridade receba de cada cidadão o tributo das suas reflexões, e juízos sobre o que pertence à conveniência e proveito de todos".


Era um jornalista no sentido moderno, sem entrar pelo ensaísmo, comentava os acontecimentos à luz dos seus próprios princípios, o que impulsionava a sua influência de opinião e ressaltava o seu papel de mentor. Possuía vocação específica, sublinhada pela despreocupação em dar densidade maior às ideias que defendia. Criticava o uso dos termos Revolução e Revolucionário como "uma espécie de talismã mágico com que os Governos sabem a propósito fazer calar a opinião pública, e incutir terror nos homens pacíficos e moderados.", não temendo a pecha de subversivo ou radical atribuída àqueles que procuravam progresso.


Na revista Aurora de números 32 e 42, ataca os falsos constitucionais (para ele, mais perigosos que os absolutistas) e reafirma a importância da participação do "poder invisível da opinião" para a boa organização da política. "A boa organização marcha lentamente, e só poderá realizar-se se os cidadãos se compenetrarem de que não há uma casta investida da atividade política; mas que esta se deve processar pela participação de todos...". Essa sentença atesta a necessidade do pacto social.


Em razão de transcrições ensaísticas que, sem produzir, entretanto divulgava e da fraternidade com o pensamento de jornais liberais do Brasil como os de Benjamin Constant, Daunou, Destutt de Tracy, entre outros, Candido encontra no perfil do jornalista a característica de caudatário intelectual. Esse ponto é interessante para pensarmos sobre a omissão como o oposto da moderação, princípio norteador de Evaristo.

sábado, 30 de junho de 2012


Terezinha Marta de Paula Peres





Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves








Terezinha Marta de Paula Peres   [30/06/2012]




Edição: Martins, 1971
Da p 261: “EVARISTO DA VEIGA. Há certos homens cuja força vem da singularidade; outros” [...].
Até a p 262: “Julgamos muito absurdo para ser defendido seriamente”. (AF, 287, 1199).
                                                                                          

Antonio Candido nos mostra como Evaristo da Veiga se destaca por seus atos de patriotismo: homem de vontade e disponibilidade, que se dedicou, de forma acentuada, à Monarquia, por acreditar que por meio dela seria possível garantir a unidade da nação.

Sua capacidade de conciliar o “equilíbrio com a energia”, a “prudência com o desassombro”, o difere dos considerados “hipócritas”, que confundem moderação com indiferença, seja por acomodação, seja por temor de comprometimento. É nesse contexto de heroísmo, de crença e de respeito à nação, que se destacam os que carregam as “qualidades médias, em que a maioria se vê espelhada”.

A moderação ganha terreno em sua luta como qualidade e como tática para garantir a “aplicação correta da constituição”. Daí seu ideal de liberdade a partir da “ordem”, da “unidade” e do “progresso”. Nesse sentido, é possível visualizar sua força pelo carisma, pela dedicação, pela coragem, pelo autocontrole e, afinal, pela “moderação” com que a executa.

Antonio Candido traça o perfil político de Evaristo da Veiga através de seus objetivos: conquistar a liberdade nacional a partir de uma luta sem interesses particulares e assim construir uma pátria. Desse modo, vale ressaltar a postura de Evaristo no universo político, no qual soube enfrentar os desafios sem jamais perder o bom senso que separa os grandes patriotas dos considerados medíocres.

segunda-feira, 18 de junho de 2012




Rousiêne Gonçalves






Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Maria Valeska Rocha da Silva
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano






Rousiêne Gonçalves  [16-6-2012]




Edição: Martins, 1971:   
da p. 258:  “ Se houvesse obrigação de trazer por armas alguma coisa sagrada”[...] 
até a p. 260: [...]  “e que constitui uma das manifestações mais altas da Ilustração no Brasil.“



Sendo a Independência o objetivo máximo do movimento ilustrado, o intelectual pensador, voltado para a aplicação das ideias, ganha lugar. Com acentuado utilitarismo e idealismo humanitário, os gêneros públicos surgem como expressão de tal militância, aparecendo ao público médio.


Frei Caneca é a expressão deste tipo de intelectual em Pernambuco, vive de forma apaixonada a sua missão política, caracterizado por Candido como superior aos panfletários do seu tempo pelo caráter, unidade de visão, cultura e inteligência.


Apresenta na 9ª Carta a ironia aos que lamentam a perda do velho brasão português com fortes expressões de irreverência e nacionalismo pitoresco, comparáveis às utilizadas pelos modernistas. Constatamos em “Se houvesse a obrigação de trazer por armas alguma coisa sagrada ou sobrenatural, e eu fosse consultado sobre este objeto, o meu voto era que em campo vermelho tivéssemos um pé humano branco em lembrança ao apóstolo São Tomé [...]”  a negação da memória à Portugal  e sua incredulidade é evidenciada pela imagem de São Tomé.


Candido ainda nos apresenta a violência do Frei ao criticar de forma direta o Cabido de Olinda. Na 2ª Carta pergunta: mas o que fez o Cabido? “Nada[...]ficou caladinho[...]caladinho!!!”. O estilo panfletário da literatura de Ilustração e com forte militância social, tem deste autor uma grande contribuição não apenas pela teima já evidenciada pela crítica, mas pela sinceridade com a qual construiu seus textos e disso fez sua missão política.

sábado, 2 de junho de 2012


Rosiane Mariano






Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo





Rosiane Mariano [2-6-2012]




Edição: Ouro sobre Azul, 2006.   
da p. 266:  “ A comparação dos dois trechos mostra que, nele, o bairrismo”[...]

até a p. 268:
[...]  “escolher as armas que bem quisermos, como têm feito todos os povos da terra, antigos e modernos.“




[Bairrismo e Iluminismo em Frei Caneca] 
No trecho, Antonio Candido destaca a combinação de bairrismo, iluminismo e separatismo no líder da Confederação do Equador. Aponta, também, como corolário desses elementos, a existência de uma espécie de nacionalismo pitoresco em Frei Caneca.


O bairrismo está relacionado à exaltação de Pernambuco: “pátria da liberdade”, “refúgio dos homens honrados” e de uma grande animosidade em relação às outras regiões, especialmente ao Rio de Janeiro, sede do governo imperial, que estava propondo, após dissolver a Constituinte, uma nova constituição recolonizadora do Brasil pela “região sul”.


O iluminismo de Caneca liga-se à sua defesa do constitucionalismo a partir do modelo proposto pelo filósofo francês Montesquieu. Frei Caneca propõe um regime constitucional representativo, “legalmente emanado da delegação popular”.  Seguindo o modelo do iluminista, aplicado nos Estados Unidos da América, aponta a federação das províncias “livremente associadas”. 


Essas ideias contrapunham-se à visão monárquica do governo central e, coerentemente, motivaram o separatismo contra os “Tártaros do Sul”, identificados com o absolutismo e a recolonização. Na escrita de Frei Caneca, Antonio Candido identifica “extremos de irreverência, misturada a arroubos poéticos e a um nacionalismo pitoresco, análogo ao que os modernistas utilizarão, cem anos mais tarde”.

domingo, 20 de maio de 2012




Rosanne Bezerra de Araujo




Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Terezinha Marta de Paula Peres
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Francisco Roberto Papaterra Limongi Mariutti
Giorgio de Marchis
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Marcus Vinicius Mazzari
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Massimo Pinna
Mona Lisa Bezerra Teixeira
Peterson Martins
Rochele Kalini




Rosanne Bezerra de Araujo [19-5-2012]


Edição: Martins, 1971:   
da p. 254:  “A sua verdadeira medida é revelada nas dez Cartas de Pítia a Damião”[...]

até a p. 256:
[...] “absolutos  do império, indomável às forças externas (...)” (9a. Carta, 395).“


[Frei Caneca: uma lição de ética]
Frei Caneca tornou-se um ícone da luta pela liberdade e igualdade entre os homens. Inspirado pelos ideais da Revolução Francesa, Caneca encontrava-se em oposição à centralização do poder – a monarquia. Através de críticas nos jornais Sentinela da Liberdade e Tifis Pernambucano combateu contra as ideias do imperador. Tais jornais denunciavam o autoritarismo e convocavam a população a agir.


Frei Joaquim do Amor Divino levava a alcunha de Caneca por querer honrar a origem humilde sua e de seu pai. Vendedor de “canecas” pelas ruas do Recife, o garoto mal conhecia o futuro que o aguardava. A educação recebida no Seminário o tornou um intelectual preocupado com as injustiças e a opressão de um regime ditador, fazendo-o por em ação suas ideias liberais, defendendo seus ideais por um mundo claro e justo.


Conhecido como "escritor de papéis incendiários", Caneca foi condenado à forca, mas terminou sendo fuzilado, pois os carrascos se negavam a enforcá-lo. Como bem afirma Antonio Candido, Caneca “soube morrer com dignidade tranquila”.


A maestria de sua escrita revela ideias claras e firmes, isentas de ambiguidade ou dúvida. Para o frei, a “neutralidade” era considerada a pior conduta, como está dito na Carta 299. Era preciso assumir uma posição, um caráter e uma moral diante dos problemas e nunca silenciar diante deles. Assim, a neutralidade e a omissão são consideradas os piores elementos da sociedade. Nas palavras do frei, “nada se encontra mais pernicioso na sociedade do que o homem sem caráter”. É preciso escapar da volubilidade e superficialidade e manter-se coerente nas suas atitudes.


O amor por Pernambuco, o amor por suas filhas e toda a sua paixão pela vida e pela liberdade estão registrados nas Cartas que escreveu enquanto cumpria os quatro anos de prisão na Bahia.


A figura de Caneca permanece como um exemplo de anticonformismo, empenhado em transformar a realidade ao seu redor. Sua extrema curiosidade em relação ao mundo e sua abertura para o confronto mostraram que ele não era um intelectual fechado em si, mas sim voltado para as coisas que o cercavam. Situação diversa ocorre na nossa época atual, em que as pessoas ao invés de buscarem respostas e se solidarizarem com a situação do outro preferem o isolamento, permanecendo fechadas em si. Nesse sentido, a maior barbárie de nossa época é a alienação, a recusa de se engajar nos conflitos e problemas que nos cercam.


A lição de Frei Caneca é a de abertura para o mundo e a insatisfação com os problemas. O frei viveu em constante busca de uma nova forma de pensar e agir no mundo, com o desejo de melhorar a existência de cada um de nós.

sábado, 5 de maio de 2012





Rochele Kalini



Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Massimo Pinna
Peterson Martins






Rochele Kalini  [5-5-2012]

Edição: Martins, 1971:
  
da p. 252:  “ A difusão do saber não tinha para ele qualquer sentido acadêmico”[...]

até a p. 254:
[...] “ou a sua suposta heterodoxia em matéria de sexo.“




Hipólito da Costa, um homem culto, preocupava-se com a coisa pública. Para ele, seguidor das Luzes, a instrução era bússola para um comportamento racional, e esta, por sua vez, assegurava o bom funcionamento do governo. O Correio Brasiliense, regido por Hipólito, serviu de “vitrine” política e econômica do país. O sectário das Luzes educou a elite brasileira segundo os princípios do Liberalismo Ilustrado, partindo da ideia de uma ordem definida e sedimentada pela razão.


Frei Caneca


Candido descreve Frei Caneca como um homem que “viveu sua missão política de um modo apaixonado e total”. Publicista tardio, concentrou suas ideias políticas no Tifis Pernambucano, exemplo de, segundo o pesquisador, “literatura revolucionária” para a época.





sábado, 21 de abril de 2012

Massimo Pinna



Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira
Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza






Massimo Pinna [21-4-2012]


Edição: Martins, 1971:
da p. 250: “ Aí está o seu propósito, seguido até o fim. Aplaudindo e animando as medidas justas”[...]
até a p. 252: [...] “traz consigo sempre uma série de desgraças de que as páginas da história nos dão abundantes provas (III, 175). “


Antonio Candido nos apresenta um Hipólito da Costa cheio de fervor político e força moral, ao definir “cobardia” aquela postura – que ele evidencia na atitude de alguns políticos portugueses – de se subestimar, seja como indivíduos seja como nação. Ao mesmo tempo indica a maturidade alcançada pelos nativos das colônias, a qual, a seu ver, era despercebida pela Coroa Portuguesa.


Hipólito, revelando ser um liberal ultramoderno, quer acabar com o poder dos governantes na administração, com o monopólio econômico das forças estrangeiras – sobretudo as inglesas -, quer renovar a agricultura e abolir a escravidão.


Ele, com uma visão quase profética, pensa na imigração não só como força manual, mas também como força intelectual e artesanal. Também a educação é fonte de grande interesse por ele, o qual considera de extrema importância promover os estudos e o nascimento de universidades, da produção e ampla divulgação da imprensa. Enfim, ele reivindica a liberdade política e de expressão, ideias fundamentais do seu Correio Brasiliense.


Considerando o despotismo o verdadeiro mal, Hipólito afirmava que a monarquia portuguesa não era despótica, mas absoluta e limitada em si mesma, enquanto o mal absoluto era representado pelos governadores, estes sim despóticos e irresponsáveis, os quais ele combatia com todas suas forças.


Por isso o Correio Brasiliense se tornou “o grande fanal das Luzes”, pois Hipólito, através do seu jornal, contava sempre a verdade ao seu público, acreditando que nunca uma verdade poderia ser nociva para o povo.

sábado, 7 de abril de 2012

Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza




Massimo Pinna
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros
Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira







Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza [7-4-2012]




Edição: Ouro sobre Azul, 2007.

Da p. 259 [subitem “Hipólito da Costa”] “O ‘jornalismo de ensaio’ se resume praticamente no Correio Brasiliense” [...]
Até a p. 260 [...] “do Governo; e porque se alguém descobre o remédio ao mal, não lhe é permitido indicá-lo’ (I, 475).”



É com entusiasmo que Antonio Candido ressalta a prosa moderna de Hipólito da Costa, fundador e único redator do Correio Brasiliense (1808-1822). Assegura Candido ter sido Hipólito o maior jornalista que o Brasil teve, exprimindo melhor que ninguém “os temas centrais da nossa época das luzes”.


O pensamento de Hipólito, de acordo com Candido, “não mudou essencialmente entre o primeiro e o vigésimo nono volume do seu jornal”, a não ser em um só caso, já que era adepto da união do Brasil e Portugal, mas acaba por aceitar a Independência, saudando nesta o “coroamento do seu esforço publicístico”, encerrando assim as atividades do Correio Brasiliense, atitude amadurecida, conforme expõe Candido, lenta e seguramente, sob as decepções que se acumularam devido à ineficiência da administração joanina. Apenas um único ministro, o ilustrado Antônio de Araújo, que era do partido francês, obtém o apoio integral de Hipólito, apesar deste identificar-se aos pontos de vista britânicos.


Candido evidencia ainda que Hipólito irritava-se sobretudo com a “atitude de gratidão exaltada pelos benefícios régios ao Brasil”. O jornalista procurou demonstrar que tais benefícios decorriam das necessidades de instalação do governo, incentivando então as análises que apontassem, numa crítica construtiva, as insuficiências. Nesse aspecto, Hipólito denunciou o perigo da lisonja sem crítica de Silva Lisboa, ardoroso defensor dos atos do governo. As observações sobre o comércio franco do Brasil, obra do economista Silva Lisboa foi saudada por Hipólito, que aproveitou o ensejo para advertir sobre a necessidade da atividade crítica, pois acreditava, de forma perspicaz, que sem isso a nação “não prospera”.

sábado, 24 de março de 2012

Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira




Maria do Perpétuo Socorro Guterres de Souza
Massimo Pinna
Peterson Martins
Rochele Kalini
Rosanne Bezerra de Araujo
Rosiane Mariano
Rousiêne Gonçalves
Valeska Limeira Azevedo Gomes

Afonso Henrique Fávero
Andreia Maria Braz da Silva
Andrey Pereira de Oliveira
Antônio Fernandes de Medeiros Jr
Arandi Robson Martins Câmara
Bethânia Lima Silva
Cássia de Fátima Matos
Daniel de Hollanda Cavalcanti Piñeiro
Edlena da Silva Pinheiro
Eide Justino Costa
Eldio Pinto da Silva
Elizabete Maria Álvares dos Santos
Jackeline Rebouças Oliveira
Joana Leopoldina de Melo Oliveira
Juliana Fernandes Ribeiro Dantas
Kalina Naro Guimarães
Kalina Paiva
Laís Rocha de Lima
Lígia Mychelle de Melo
Mácio Alves de Medeiros
Marcela Ribeiro
Marcel Lúcio Matias Ribeiro
Marcos Falchero Falleiros












Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira [24-3-2012]



Edição: Martins, 1971:

da p. 246: “A 48ª (fundamental para compreender a posição dos nossos ilustrados”[...]

até a p. 248:
[...] “miscelânea onde, no mesmo número, há matemática, química, técnica agrícola, história, poesia. “



Em meio à oratória religiosa e “vagamente acadêmica”, as cartas de Sousa Caldas ganham destaque nas produções do século XIX. Das cartas publicadas, 47ª e 48ª, a primeira se destaca por conter ideias que fazem apologia à liberdade de expressão, preconizadas a partir dos ideais da Revolução Francesa (o que rendeu a Caldas nos tempos de estudante uma condenação pela inquisição); e a carta 48ª, que “aborda a divisão das esferas civil e religiosa, contestando que a intolerância contra as ideias consiga abafar o erro”, reforçando, sobretudo, a defesa às publicações sem censura e reafirmando a necessidade de igreja e estado caminharem cada um na sua direção. Para Candido, o texto de Caldas é construído com “linguagem elegante e desataviada, reforçando a impressão de que Sousa Caldas foi poeta por circunstancia da moda, prosador por inclinação profunda”. Desta feita, Candido especula qual seria o tema das cartas perdidas, de Sousa Caldas, e postula que pudessem “constituir um dos pontos altos do ensaio brasileiro”.



O Patriota


Periódico publicado no Brasil no século XIX, O Patriota, tinha por finalidade expor o que estava sendo produzido, com a intenção de divulgar o conhecimento e colaborar para o progresso do Brasil. Segundo Antonio Candido este tipo de revista, no formato d’O Patriota, ainda existe [FLB, 1959], é uma espécie de periódico com “pouca densidade cultural, pequena divisão do trabalho intelectual”, “uma espécie de miscelânea”, sem dizer efetivamente a que veio.